Louvor: Koinonya + Altos Louvores

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eis uma pergunta difícil de se responder:
Quem foi mais importante para a música cristã? Koinonya ou Altos Louvores?

Na minha opinião ambos foram igualmente importantes, a julgar pelo número de canções e de cantores e músicos que já passaram por estes dois ministérios.

Ministério Altos Louvores:

“Cuida do Ministério que recebeste do Senhor, para o cumprires" (Col. 4:17).

Inspirado no versículo acima, surgiu em 1985 o Grupo Altos Louvores, reunido pela primeira vez num festival de música sacra promovido pela Convenção Batista Nacional, organizado por seu diretor de música, Edvaldo Novais. Considerada uma das maiores bandas da música gospel do Brasil, seu ministério tem sido marcado por belíssimas canções, inspiradas por Deus, por milhares de vidas resgatadas e pela visão de seu idealizador em descobrir talentos, lançados no cenário da música gospel nacional e, até internacional. Integraram o Grupo Altos Louvores, nomes como Sérgio Lopes, Eyshila, Marquinhos Gomes, Léa Mendonça, Josyane, Lyslane, Roberta Di Angellis e outros. Foram muitos trabalhos fonográficos gravados, com músicas que encantaram gerações e são ouvidas até hoje. Verdadeiros clássicos da música gospel, como Brilhante, Entre Nós Outra Vez, Ser Feliz, Para Onde Vão as Aves, Lágrimas no Olhar, Caminhada, Confiança, etc... Essas músicas ultrapassam o tempo e vêm atingindo corações com suas mensagens divinas. Com mais de um milhão de cópias vendidas e vários troféus conquistados ao longo desses anos, nas mais diversas categorias, o Grupo Altos Louvores se projeta como um ministério inspirado por Deus, com músicas que têm como característica a poesia, a suavidade, a mensagem respaldada na Bíblia Sagrada e o romantismo de seu ritmo, atingindo todas as idades.

Discografia:

Meu Grande Eu Sou (1985)
Anseios (1986)
Pra onde vão as Aves (1987)
Brilhante (1988)
Poucas palavras (1989)
Meu querer (1990)
A Força do Amor (1991) 
Lágrimas no Olhar (1993)
Confiança (1994)
Santo dos Santos (1995)
Vencedor (1996)
Expressão de Amor (1998)
Invencível (2001)
Olhos da Fé (2007)

Ministério Koinonya:

O Koinonya nasceu na Comunidade Evangélica de Goiânia, numa parceria entre Robson Rodovalho, Asaph Borba e Benedito Carlos (Bené Gomes). No final de 1984, ao participar de um retiro para líderes da sua igreja, as coisas começaram a tomar uma direção. No final de 1985, em outubro, Bené Gomes se envolveu em um acidente de carro da BR-153, onde quase perdeu a sua vida, dado a gravidade do acidente. Alguns dias depois fez sua primeira música que faria a diferença: "Quem Pode Livrar Como o Senhor?". Em 1990, Bené Gomes se transferiu para Brasília, como pastor da Comunidade Evangélica de Brasília, onde gravou em 1991 um disco intitulado "Digno", com músicas suas e de músicos de Brasília. Tiveram participações especiais nesse disco Asaph Borba, Alda Célia, e Ludmila Ferber. Em 1992, o Ministério Koinonya transferiu a sua base de Goiânia para Brasília, onde permaneceu até 2001.

O ministério de Robson Rodovalho deu apoio ao Koinonya desde o princípio, pois ele era pastor na Comunidade Evangélica de Goiânia e na Comunidade Evangélica de Brasília. Atualmente, ele gesta a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, da qual é fundador. A pastora Ludmila Ferber, apesar de ter congregado com o grupo em Goiânia e Brasília, fundou com o marido uma igreja no Rio de Janeiro, em Copacabana, chamada Igreja Celular Internacional.
O Ministério Koinonya gravou músicas inesquecíveis: Quem Pode Livrar?, Ao Único, Oferta de Amor, Aliança, Espírito Enche, Sala do Trono, Meu Prazer, Jeová é o Teu Cavaleiro, Tu és Soberano, Espírito de Deus, Maravilhoso e muitas outras músicas que ainda fazem parte do repertório das igrejas. Entre os nomes consagrados através do Koinonya estão: Bené Gomes, Márcio Pereira, Kléber Lucas, Alda Célia, Silvério Peres, Geraldo Alcântara, Ludmila Ferber e, mais recentemente, Nádia Santolli. Hoje o Koinonya e o Bispo Bené Gomes não estão mais vinculados a Sara Nossa Terra, com isso o Koinonya tem como único líder o bispo Bené, ao contrário de antes, que era ele e o pastor Marcio Pereira.

Discografia:

Adoração 1: Aliança (1988)
Adoração 2: Sara a Nossa Terra (1989)
Adoração 3: Derramarei... (1990)
Adoração 4: Eternamente (1991)
Adoração 5: Quebrando as Maldições (1992)
Adoração 6: Ao Criador dos Céus (1993)
Adoração 7: Filho do Homem (1994)
Adoração 8: Maravilhoso És (1995)
Adoração 9: Vem, Espírito Santo (1996)
Adoração 10: Celebrando a Vitória (1997)
Adoração 11: O Ano da Graça (1998)
Adoração 12: Unção de Avivamento (2001)
Adoração 13: Vinho Novo (2002)
Adoração 14: Intimidade com o Pai (2004)
Brisa Suave (2006)
Incendiando Corações (2008)

Eu, como apreciador da verdadeira música cristã brasileira, recomendo a todos que ouçam as músicas destes dois ministérios, e com certeza lembrarão dos tempos áureos do aqui no Brasil.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Fantástico: Adultério agora é bíblico!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

                     

Educação Cristã: O nosso desafio.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO CRISTÃ: O NOSSO DESAFIO.

A igreja contemporânea precisa descobrir um modelo educacional que culmine na sua plena realização, ou seja, na descoberta da sua identidade local. Esta pode ser trabalhada a partir do questionamento: “Que tipo de Igreja desejamos ser?” ou: “Como Igreja, o que devemos fazer?” O que estamos fazendo hoje, de certa forma, determina o nosso amanhã. Movidos pela força do Senhor, temos conseguido vitórias que demonstram nosso compromisso com o Reino de Deus. Entretanto, nosso compromisso mais desafiador está na formação do cristão. A igreja, para alcançar o objetivo do ensino, precisa investir com muito amor na formação daqueles que estão caminhando na construção do Reino de Deus.

A educação cristã é a dimensão mais fundamental e significativa da missão que o Senhor Jesus Cristo entregou à sua Igreja: “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.20). “… até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina…” (Ef 4.13,14). Entendemos que, como povo de Deus (1 Pe 2.9,10), devemos nos empenhar na vivência do evangelho e, principalmente, ensinando a verdade revelada e ministrada aos nossos irmãos em Cristo Jesus.

A relevância da Educação Cristã está diretamente ligada à contextualização da mensagem bíblica e ao seu relacionamento com a experiência cotidiana do cristão, visando sempre a dar-lhe condições de atingir a maturidade cristã. A formação da nova criatura em Cristo, visando levá-lo à sua plena maturidade, é uma impossibilidade sem a operação do Espírito Santo na vida humana. Dai, a relevância da oração, da comunhão com Deus e do exemplo cristão, na vida daqueles que se colocam como instrumentos de Deus para a consecução de tal propósito.

O programa de Educação Cristã deve levar o educando a estudar a Bíblia, além de despertar o seu interesse para o exame mais amplo e profundo das Escrituras: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).

Através de séculos, a Escola Dominical tem sido um instrumento especial de educação. No sentido mais completo do termo, a Escola Dominical é altamente significativa na vida das igrejas cristãs. Ela desempenha um papel importante no processo de continuidade da cultura religiosa que precisa ser transmitida às novas gerações. Além disso, a Escola Dominical fortalece a visão doutrinária, na medida em que oferece um espaço aberto para pensar e repensar os aspectos fundamentais de nossa fé cristã. Em sua missão, ela vai mais longe ainda, pois sua vocação é formadora, evangelizadora e missionária. Hoje estamos sendo desafiados a uma reflexão séria em torno da Escola Dominical, pois do contrário a igreja local em sua missão fracassará no tocante à formação do cristão em todos os sentidos.

Susana de Lima Ferreira
Baseado no artigo da Revista Igreja.

A Pedagogia de Jesus


A PEDAGOGIA DE JESUS
(Texto baseado no livro: A Pedagogia de Jesus. De J. M Price)

Jesus é modelo não só de vida mais de mestre. Sua pedagogia, seu procedimento, suas estratégias precisam fazer parte do professor da atualidade.
O evangelho de Mateus é um dos que mais enfatiza sobre o ensino. A atividade educacional de Jesus mostra-se de forma bem clara.
A partir da leitura do evangelho de Mateus o professor pode manter-se inspirado como um belo modelo a ser seguido para todo aquele que deseja aprender e ensinar.
A didática de Jesus era perfeita.

Um breve relato sobre a Escola Dominical.

Na época da reforma, instituição foram fundada para o publico infantil. Atribui-se o surgimento da escola dominical á Robert Raikes (1736 – 1811) que pertencia a igreja episcopal.

Robert Raikes deu início ao trabalho em julho de 1780 e esta iniciativa deu-se devido a sua preocupação com as crianças carentes que eram exploradas no trabalho por causa do capitalismo inglês. Tratava –se de uma escola popular gratuita. Em 1783 já haviam sete escolas dominicais e em casas particulares, sendo assim a escola passou das casas para o templo.

A idoneidade de Jesus para ensinar – Ninguém esteve melhor preparado, e ninguém se mostrou tão idôneo para ensinar do que Jesus. No que toca as qualificações, bem como noutros mais respeitos, Jesus foi o mestre ideal. Isto é verdade tanto visto no ângulo divino como do humano. No sentido mais profundo. Jesus foi um mestre vindo da parte de Deus. Muitos elementos contribuíram para prepará-lo eficientemente para o magistério. Alguns elementos eram meramente humanos, outros divinos, alguns lhe eram inerentes, e outros ele os desenvolveu. Quando os consideramos, nos sentimos estimulados e inspirados para cumprir nossa tarefa de professor.

O fato de Jesus viver aquilo que ensinava inspirava confiança naquilo que ele dizia.
O povo viu corporificado no que ele praticava aquilo que ele queria q eles fizessem. Anotavam como ele se comportava diante da tristeza, da crítica, do desapontamento, da perseguição.

O seu modo de viver reforçava e dava peso ao que Ele dizia.
“A maior coisa que os seus discípulos aprenderam de seus ensinos não foi a sua doutrina, e, sim sua influência”.

Um dos elementos essenciais para a qualificação do professor é o interesse que deve ter pelo povo e o desejo de servi-lo bem, de ajudá-lo. Sem esta qualidade, o mestre será “ Como o metal que soa, ou como o címbalo que retine”, muito embora conheça bem a a bíblia, o discípulo e os métodos de ensino.

Jesus viu no ensino a gloriosa oportunidade de formar os ideais, as atitudes e a conduta do povo em geral. Ele não se distinguiu primeiramente como orador, como reformador, nem como chefe, e sim como mestre. Vemos que ele não pertenceu a classe dos escribas e rabinos que interpretavam minuciosamente a lei.

A lei da motivação, a lei da preparação prévia. O professor eficiente é aquele que baseia seu ensino em uma rica experiência de vida.

Resumindo a lei do professor, poderíamos dizer que quem para de crescer hoje para de ensinar amanhã.

Este texto fez parte do meu projeto monográfico sob o tema :
“Articulação entre Escola Dominical e Didática na superação dos desafios da igreja na atualidade.”

Este texto foi escrito por SUSANA DE LIMA FERREIRA, professora de um dos mais importantes institutos bíblicos das Assembléias de Deus no Rio de Janeiro, o Instituto Bíblico Ebenézer. É um grande prazer contar com a colaboração dela no blog.