Unção do GRITOOOO! Será que Deus é surdo???

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


Parece que está virando epidemia, hoje 80% das igrejas evangélicas estão aderindo a ideia do GRITE PARA DEUS TE OUVIR! Pastores alucinados e membros ainda mais alucinados não sabem fazer outra coisa se não gritar, gritar e GRITAAAAARRRR!

Há algum tempo atrás eu estava na sala de aula de minha escola, quando, subitamente, um som externo começou a ecoar por toda a sala e, talvez, por todo o colégio. Minha professora, que também é evangélica, perguntou para a turma o que era aquele som e de onde ele vinha. A resposta veio quase que imediatamente: é uma igreja! Eu na mesma hora rebati dizendo: Isso é qualquer coisa, menos uma igreja.

E de fato era qualquer coisa mesmo, pois uma igreja que se diz cristã segue os princípios bíblicos de que o culto deve ser feito de maneira racional (Rm 12:1), com ordem e decência (I Co 14: 40) e que não devemos escandalizar (Mt 18:7). Os adeptos da gritaria dizem que devemos dar liberdade ao Espírito Santo, e que não podemos limitar a ação divina em nós, ou outras coisas do tipo... Há alguns anos atrás teve uma vigília (das 22:00 as 06:00hrs) em frente a minha casa. Até aí tudo bem, vigílias geralmente são muito boas, mas não quando o preletor de tal vigília era um pastor alucinado (também conhecido como pentecostal, fogo puro, etc.) que além de gritar absurdamente alto ainda usava um microfone! Isso mesmo, gritava alto, com microfone mais alto ainda, e de madrugada! Minha casa é a última no terreno com 3 casas, a moradora da primeira casa não é evangélica, e com certeza deve ter xingado muito os "crentes" daquela vigília.

Diante dessas situações, cada vez piores, fico me perguntando se eles não sabem que essas atitudes só contribuem para o endurecimento do coração dos ímpios, pois ninguém que tenha um mínimo de inteligência vai querer entrar numa igreja que parece uma mistura de centro de candomblé com hospício.

Deus é surdo? A Bíblia diz que quando vamos orar, não precisamos gritar, mas "quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." (Mt 6:6).

Mas, mesmo com esse versículo, muitos ainda dirão que na igreja é diferente, pois lá o Espírito Santo age coletivamente, e a forma Dele agir é assim mesmo, com barulho. Só que a Bíblia não diz isso, pois no Dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado, a Bíblia diz que "todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (At 2:4) Reparem que a Palavra afirma que eles (mesmo naquele batismo no poder de Deus, movidos pelo Espírito Santo) estavam falando e não gritando. Mais a frente diz: "E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? (At 2:7) Assim como nesse maravilhoso dia da descida do Espírito Santo, todas as outras citações de batismos no Espírito Santo relatadas na Bíblia não relatam esses alvoroços e gritarias que vemos hoje, pelo contrário, se essas gritarias ocorressem nos dias de Jesus, seriam atribuídas a espíritos malignos e enganadores: "Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz" (At 8:7a).

Lógico que sentimos vontade de louvar ao Senhor com toda nossa força, com todo nosso ser, mas isso não significa gritar como malucos! Deus não é surdo! Não acredite quando dizem que se orarmos em pensamento ou em voz baixa a oração não passa do teto... Nossas orações não precisam passar do teto mesmo, pois o Espírito Santo, que nos ensina a orar, está conosco, então mesmo que nossas orações e nossos louvores não passem do teto, existe Um do nosso lado que levará nossas súplicas a Deus.

Se cultos com gritarias fossem Bíblicos, o jovem Êutico não teria morrido: E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto. (Atos 20:9).

Como já bem disse o grande William Shakespeare: Os vasos vazios são os que fazem mais barulho.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

O Modelo Educacional de Jesus de Nazaré

terça-feira, 17 de setembro de 2013


Quem, visitando a Palestina, percorrer a região que outrora se chamava baixa-Galiéia, encontrará uma cidadezinha de cerca de 30 mil habitantes que tem o nome de En-Nazirah. Terra natal de José e Maria, sitio da Anunciação, residência de Jesus por 28 anos, lugar onde começou a ensinar sua doutrina. Encontra-se ali a Fonte da Virgem, suposto local onde, segundo a tradição, recebeu Maria a saudação do anjo. 

Jesus em Nazaré

Embora os Evangelhos façam poucas referências ao período de cerca de 28 anos que Jesus passou em Nazaré, não é difícil recompor traços da sua vida nessa época. Nos lares hebreus daqueles dias, recebiam as crianças aprimorada educação religiosa. As mães é que cuidavam da instrução dos filhos até que eles chegassem a idade de trabalhar. Então os pais lhes ensinavam ofícios. 

De Nazaré sairá alguma coisa boa? 

Jesus possuía a arte de descobrir as oportunidades que a vida oferece. Falava-se muito mal de Nazaré. O povo daquela região era criticado até por não saberem pronunciarem bem a língua do país. Contavam-se anedotas muito chistosas para mostrar até que ponto a pronúncia dessa gente era defeituosa. Havia mesmo, muito vulgarizada, a expressão: "de Nazaré sairá coisa que boa seja?"... Até mesmo Natanael chegou a dizer: "De Nazaré pode sair alguma coisa boa?" (João 1:46). - Sim, saiu o NOSSO SENHOR JESUS.

O desenvolvimento de Jesus Cristo

Foi integral o Seu desenvolvimento. O evangelista Lucas diz, referindo-se a época em que Jesus morou em Nazaré: "E crescia Jesus em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens" (Lc 2:52).
Por aí se vê que Jesus cultivava a inteligência (crescia em sabedoria), o físico (crescia em estatura) e a vida religiosa (crescia em graça). Muitas vezes a educação atual não é assim completa. Há quem só cuida do físico e deixa de lado o cultivo da inteligência. Há os que cultivam a inteligência e o físico, mas deixam de lado a vida espiritual. Só pode dizer que possui educação integral quem cuida dela em todos os três aspectos, como fazia Jesus.

Entre Doutores

O longo silêncio que na vida de Jesus corresponde ao período que Ele passou em Nazaré se interrompe com a narrativa de sua visita a Jerusalém. Jesus disse que ficara no Templo para tratar dos negócios do Pai. Quer com isto dizer que desde criança Ele sabia muito bem qual a sua missão na terra. Essa é uma das condições do sucesso na vida. Alguns dos grandes homens que a humanidade reverencia, escolheram muito cedo a sua vocação.

O exemplo de Cristo

Há pessoas que nunca se especializam em coisa alguma, depois quando querem empregar-se apresentam-se alegando que sabem fazer tudo, mas a experiência demonstra que é muito difícil arranjar emprego para quem pensa que entende de tudo, mas nunca teve profissão definida. É bom lembrar que o "programa" traçado por Jesus não era vago e confuso. Tinha tempo bem determinado para cada uma das tarefas a serem executadas. Foi também por isso que algumas vezes, explicando porque é que deixava de agir em certos casos, dizia Ele: "não é chegada a hora". O plano da vida de Jesus era tão exato que tinha até horas marcadas para determinadas ações.

Pr. Adonias Roque de Souza
Semente Apostólica 29/12/1996.

Sobre a Teologia Sistemática

terça-feira, 10 de setembro de 2013


Bom dia amigos, resolvi explicar um pouco sobre o que é a Teologia Sistemática, pois agora os marcadores de assuntos deste blog usa termos dessa área da teologia.

O que é a Teologia Sistemática?

A palavra “teologia” vem de duas palavras gregas que significam Teos = "Deus” e Logos = “palavra”. Combinadas, temos a palavra “teologia”, que significa “estudo de Deus”.
A palavra “sistemática” se refere a algo que colocamos em um sistema. Teologia sistemática é, então, a divisão da Teologia em sistemas que explicam suas várias áreas. Por exemplo, muitos livros da Bíblia dão informações sobre os anjos. Nenhum livro sozinho dá todas as informações sobre os anjos. A Teologia Sistemática coleta todas as informações sobre os anjos de todos os livros da Bíblia e as organiza em um sistema: Angelologia. 

Isto é a Teologia Sistemática: a organização de ensinamentos da Bíblia em sistemas de categorias.

Áreas da Teologia Sistemática:

Teologia Própria é o estudo de Deus, o Pai. 
Cristologia é o estudo do Senhor Jesus Cristo. 
Pneumatologia (ou Paracletologia) é o estudo do Espírito Santo. 
Bibliologia é o estudo da Bíblia. 
Soteriologia é o estudo da salvação. 
Eclesiologia é o estudo da igreja. 
Escatologia é o estudo do fim dos tempos. 
Angelologia é o estudo dos anjos. 
Demonologia Cristã é o estudo dos demônios sob uma perspectiva cristã. 
Antropologia Cristã é o estudo da humanidade. 
Hamartiologia é o estudo do pecado.

A tradição protestante de exposição temática e ordenada de toda a teologia cristã (ortodoxia protestante) surgiu no século XVI, com os Loci Communes de Filipe Melanchton e as Institutas da Religião Cristã de João Calvino.

Com a organização do blog de acordo com a Teologia Sistemática, ficará mais fácil localizar os assuntos.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Cantores Levitas?

sábado, 7 de setembro de 2013


Está correto chamar os cantores evangélicos de “LEVITAS”? O que é um Levita atualmente?


Resposta: Não é correto. Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de “levitas”. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16).

De onde então vem o conceito de “levita”? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa “descendente de Levi”, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. 

Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18). Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12). Em se tratando do título levita ao Antigo Concerto não é próprio chamarmos os músicos e cantores como integrando um corpo ministerial estranho ao Novo Concerto. 

É resultado do movimento judaizante dos nossos dias. “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.” (Gl 4.9-11)

Pr. Natanael Rinaldi
Ministério CACP