Renovando nossas forças no Senhor

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

"Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão". Isaías 40:31.

Quando estamos cansados, a última coisa que queremos fazer é esperar, e o que mais temos visto hoje em dia, são pessoas cansadas de tudo e ansiosas quanto a tudo. Mas podemos ter um refúgio, pois no texto que lemos em Isaías 40:31, nos diz que até nos cansaremos, mas se esperarmos no Senhor e depositarmos nele a nossa confiança e, não somente isso, mas entregarmos os nossos planos a Ele, teremos as nossas forças renovadas. Caminharemos e até passaremos por lugares e situações de difícil acesso, mas não nos cansaremos.

Já na primeira epístola de João lemos: "Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno". I João 2:14.    

O apóstolo João diz que somos fortes e que JÁ vencemos o maligno, mas isso apenas SE a Palavra de Deus estiver em nós. Então:

1°. Precisamos confiar no Senhor, porque só assim teremos a força que precisamos.

2°. Quando a Palavra de Deus realmente habita em nós, podemos ter a certeza de que somos vencedores, porque ela mesma nos afirma isto.

A junção desses dois textos (Isaías 40:31 e I João 2:14) nos faz pensar na razão de, muitas vezes, não termos forças e nem a paz que precisamos no meio das lutas. Isso acontece por que, nessas situações, acabamos perdendo o apego a Palavra de Deus, quando, na verdade, ela é tudo o que precisamos.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

Dia de Finados: O que diz a Bíblia?

terça-feira, 10 de novembro de 2015

No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?

O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?

Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?

Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?

Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14:2-3 e falou do inferno em Mt 25:41.

Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?

Sim.

A) Os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.

B) Os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.

C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento do sofrimento humano e extrema paz interior.

D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa, está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.

E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5:28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (I Ts 4:16,17; I Co 15:51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20:11-15.

Pr. Natanael Rinaldi
Ministério CACP

No Lance Imprevisto

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

 Os guerreiros se preparam para a grande luta... 

 Essa preparação envolve oração, jejum, dedicação, e prontidão, para que quando a luta chegar, os bons soldados estejam preparados. Infelizmente vemos muitos crentes covardes, tímidos, fracos, que na primeira situação de luta, mesmo pequena, já pensam em abandonar tudo e se entregam às suas fraquezas. Um cristão genuíno não pode vacilar, tem que seguir firme, e ainda que caia, se levante e continue a marchar, se preparando para essa grande luta, e Jesus, o Capitão, avante o levará. "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Efésios 6:10).

A milícia dos remidos tem que marchar impoluta, isto é, pura, sem poluição, mantendo sempre seu processo diário de santificação, pois a milícia dos remidos é a igreja "gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível".(Efésios 5:27). Assim, teremos a certeza que a vitória alcançaremos!

Nosso anseio tem que ser o de estar com Cristo, onde a luta se travar, não somente nas situações boas, e sim nas adversidades, pois um bom soldado não foge a luta.



No lance imprevisto, devemos estar na frente, e não escondidos atrás de nossos problemas, de nossas "coisas particulares". Lance imprevisto é a adversidade que nos pega de surpresa, e por mais que nos deixe abatidos, desanimados, e muitas vezes sem forças, devemos nos levantar e seguir em frente. O lance imprevisto é o grande teste na vida do cristão, pois é nessa situação que Deus vê quem são os verdadeiros guerreiros e soldados. Esse é o momento em que recebemos o "atestado de fidelidade a Deus", pois se suportarmos o lance imprevisto, estaremos aptos a ver Cristo na Glória. "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal." 2 Coríntios 4:8-11.



Um bom soldado tem que se alegrar da vitória, note que é se alegrar DA vitória e não NA vitória. Se alegrar da vitória é estar contente com a certeza que, mesmo que pareça distante, a vitória é certa. Ainda que a situação seja contrária e as lutas aumentem, a vitória chegará no tempo oportuno, e o tempo oportuno é o kayrós (tempo de Deus) e não o chronos (tempo dos homens). E é no kayrós que Deus irá nos coroar.

Os batalhões de Cristo prosseguem sempre avante, e aqueles que "não os vês com que valor combatem contra o mal" e continuam "dormindo, vacilante, quando atacam outros a Belial", perderão a luta, pois o guerreiro do Senhor "sofre as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo e ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra." 2 Timóteo 2:3,4.

Essa é uma chamada aos cristãos que desejam ser guerreiros e soldados vitoriosos, dá-te pressa, não vaciles, hoje Deus te chama para vires pelejar ao lado do Senhor.

Entra na batalha onde mais o fogo inflama e peleja contra o vil tentador!

A peleja é tremenda, torna-se renhida, isto é, cruel e sangrenta, pois muitos perdem suas vidas nessa luta, por amor a Cristo, por isso são poucos os soldados para batalhar.



E nós, soldados prontos, guerreiros que suportam a batalha renhida, e passamos pelos lances imprevistos, sempre seguindo em frente, clamamos ao Senhor: "Ó vem libertar as pobres almas oprimidas, de quem furioso, as quer tragar!".


Maranata!

(Texto baseado no Hino 212 da Harpa Cristã).

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Usos e Costumes

quinta-feira, 20 de agosto de 2015


Usos e costumes é um tema sempre oportuno, isso se dá pelo simples fato de que uma geração substitui a outra sistematicamente. Isso ocorrendo, abrem-se duas vertentes, a primeira: a nova geração que surge busca algo inédito para o seu momento, por isso, o homem saiu da idade média e entrou na modernidade, deixou de usar lampião para utilizar a eletricidade, deixou de ser conduzido em carroça puxada por animais, para usufruir dos potentes motores à gasolina. A segunda questão é o embate que se dá entre gerações [por tradicionalismo da geração mais antiga e/ou ímpeto da nova geração], de um lado jovens sequiosos por conhecer, inovar, surpreender; do outro, pessoas maduras, com medo das consequências que as novidades poderão trazer. No entanto, quando a geração anterior partir, sair de cena, a nova geração tornar-se-á a geração antiga e consequentemente surgirá uma nova geração, e tal fenômeno ocorre novamente, quem era o novo, torna-se o antigo e tem pela frente uma nova geração de “atrevidos” descobridores impetuosos. Isso me traz à memória um pensamento antigo, que dizia: “Quando eu era jovem, queria mudar o mundo, mas, agora que sou adulto, quero mudar os jovens!”

Como sou nascido e criado dentro do evangelho, e hoje, posso dizer que vi, e ainda vejo os costumes mudarem continuamente, e os embates que isso provoca entre gerações. Quando ainda garoto, lembro-me de um amigo da família, chamado Jovam, que foi a minha casa a pedido das minhas irmãs mais velhas, intercederem por elas junto ao meu pai para que elas pudessem usar algo que naquela época era um escândalo, estou falando de uma simples calça cumprida. E minha pobre mãe, como mulher de pastor, era-lhe imposta à regra de usar vestidos com mangas 3/4, ou seja, quase no pulso! Ainda hoje, encontro algumas irmãs que pressionavam minha mãe passando alegremente nas ruas com suas blusinhas de alcinha... 

As mesmas gerações que choravam por não poder usar um brinco nem passar batom, hoje põem os dedos julgadores nas meninas pelo atrevimento delas, de pintarem os olhos e usarem piercings! Tento inutilmente entender qual a diferença entre brinco e piercing, ou entre pintar os olhos com lápis e usar batom. Na evolução dos costumes, a geração que conquistou o direito de usar calça cumprida, levantou–se contra o uso do batom e dos brincos, mas a geração brinquinho e batom foi vencedora e levantou a bandeira da modernidade e contra a caretice! No entanto, teve pela frente a geração dos olhinhos pintados e trecos pendurados no nariz e aí ela que se tornou careta! A história não acaba aqui, vai perpetuar até Jesus voltar pois não demora muito, e surgirá uma nova geração com suas “esquisitices” e quem se levantará contra ela? Um doce para quem disse: a geração olhinho pintado e piercing no nariz!

David Nepomuceno
Fonte de Vida

A Armadura de Deus

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Em I Cronicas 12:1-8, lemos a respeito dos amigos de Davi, focando que todos tinham o conhecimento dos armamentos de guerra ao ponto de usarem as duas mãos, eram ágeis e sabiam usar praticamente todos os instrumentos utilizados nas guerras daquela época:

Estes, porém, são os que vieram a Davi, a Ziclague, estando ele ainda escondido, por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra.
Estavam armados de arco, e usavam tanto da mão direita como da esquerda em atirar pedras e em atirar flechas com o arco; eram dos irmãos de Saul, benjamitas.
1 Crônicas 12:1,2.

Já em Efésios, lemos: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Efésios 6:13-17.

Associando esses dois textos, entendemos o quanto é importante sabermos usar tanto os instrumentos de ataque quanto os de defesa (na área espiritual). Devemos saber manejar bem a espada da verdade (que é a Palavra), e estarmos firmes para que o nosso escudo (a fé) nos proteja. Ainda sobre a espada, a Palavra, o Pr. Adilson Monedeiro certa vez disse que precisamos saber usá-la, pois se não soubermos, podemos nos ferir com ela, da mesma forma que uma espada comum. Se uma pessoa não souber usar, pode se ferir.


A Palavra pode nos ferir quando não temos o hábito de ler e é preciso falar alguma coisa, muitas vezes acabamos falando algo errado por falta de preparo correto, ou ainda podem usá-la contra nós mesmos.

Então, além de saber manusear bem os instrumentos de ataque, também é preciso se revestir da defesa espiritual, estando preparados para as batalhas.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

A minha força vem de Deus

sábado, 11 de julho de 2015

Sabe, tem horas que pensamentos em desistir de tudo.
Tem momentos que vemos tudo dar errado.
Sonhos destruídos, objetivos não alcançados.
O alvo, tão próximo, se tornou tão distante num piscar de olhos.

Nessas horas penso como somos miseráveis.
Lutamos por um pouco de felicidade,
e nos tornamos infelizes,
fruto de escolhas que julgamos certas,
mas são equivocadas.

Somos servos de nossos sentimentos,
escravos de nossas emoções.
E aí mais uma vez tudo se perde,
os sonhos se frustram...

Pra que ser 'alguém' na vida,
se a vida parece nem fazer sentido.
E num dia tudo é cheio de cor,
no outro é um triste cinza.

Olhamos pro céu, procurando a luz do Sol,
mas as nuvens densas insistem em escondê-lo de nós.
Quando tentamos nos aquecer com seu calor,
o vento frio insiste em nos atingir.

As pessoas podem não nos amar tanto quanto pensávamos,
e nas adversidades podem não nos ajudar como esperávamos.
Então, o que fazer? Não temos pra onde ir.
Tudo ao nosso redor parece se levantar contra nós.

Como seguir em frente, se o passado está tão agarrado a nós?
Como levantar, se o que nos mantém caídos somos nós mesmos?
Uma vontade de gritar enche nossas gargantas,
como se num grito todas as angústias fossem liberadas.

Sabe, são nessas horas, que Um me impede de desistir.
Esse Um refaz nossos sonhos e nossos objetivos.
Ele nos mostra que não é o alvo que se tornou distante,
e sim as lágrimas em nossos olhos que nos atrapalham de enxergar.

Ele nos mostra que o Seu amor nos transforma,
de seres miseráveis, a seres especiais, alcançados por Seu amor.
E a felicidade que buscamos nas pessoas,
na verdade está Nele, a real fonte da felicidade.

Ele devolve a cor a nossa vida, tão intensa que jamais vimos igual.
Nos falou que não precisamos ser alguém na vida,
pois a Vida está em nós, e somos alguém cheios dessa Vida.
Não precisamos olhar pro céu em busca do Sol,
nem necessitamos do calor de estrela alguma.

Pois através desse Um, o céu desce a nós,
um calor mais intenso que o Sol,
uma Luz mais brilhante do que qualquer outra.
E se o passado não nos deixa,
esse Um simplesmente nos faz novas criaturas,
e recomeçamos nossas vidas.

Se as pessoas nos abandonam, ou não nos ama,
Ele está sempre conosco, sempre nos enchendo de amor,
um puro e doce amor, que nos acalma e nos fortalece.

Nessa vida posso perder tudo.
Posso perder meus amigos, meus familiares,
posso perder pessoas a quem julgo essenciais,
posso perder tudo o que conquistei...

Mas jamais perderei duas coisas:
A minha voz e a minha fé.
E é essa voz e fé que sempre dirão,
que A MINHA FORÇA VEM DE DEUS.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Apocalipse 12: A Mulher e o Dragão

sábado, 9 de maio de 2015


Ao lermos o livro de Apocalipse, em meio a selos, taças, cartas, cavalos, etc., nos deparamos com um evento interessante, envolvendo uma mulher, seu filho varão e um Dragão. Mas quem, afinal, são esses personagens? A quem representam?

1. A Mulher: Existem três interpretações sobre quem seria ela: Israel, Maria ou Igreja.

Não é Israel: A mulher não poderia ser Israel por dois motivos.
A. Apocalipse é futuro, e não passado: João estava tendo uma visão dos fatos que ainda iriam acontecer, conforme lemos no primeiro versículo de Apocalipse: "Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo." Apocalipse 1:1.
Se acreditarmos que a mulher é a nação de Israel, iremos causar uma confusão na interpretação. Se a mulher é Israel e o filho varão é Jesus, então João não estaria tendo uma visão do futuro, e sim do passado, visto que na época em que foi escrito o Apocalipse, Jesus já tinha nascido e sido elevado aos Céus. Mas João não estava tendo uma visão do passado, e sim do futuro. Apocalipse é a revelação dos eventos futuros. Muitas profecias passadas são explicadas e entendidas em Apocalipse, mas João jamais escreveu que estava vendo coisas do passado, apenas os fatos vindouros eram a luz sobre as sombras do passado, esclarecendo-as.
B. Sentido Literal x Sentido Figurado: Quando lemos Apocalipse, temos que identificar e compreender se a revelação que João escreveu foi literal ou algo figurado. O capítulo 12 é todo figurado, e os dois sentidos não podem se misturar dentro de uma mesma história. Se a mulher é Israel num sentido figurado, então o filho varão teria que ser figurado. Mas Jesus é literalmente um filho varão, então essa interpretação causa problemas, pois uma personagem figurada (mulher = Israel) jamais poderia dar a luz a um personagem literal (filho varão = Jesus). Logo, é mais correto afirmar que a mulher não era Israel.
Então, se João escreveu sobre o futuro de todo o povo de Deus, judeus e cristãos, num sentido figurado, a mulher só poderia representar duas personagens: Maria ou Igreja.

Não é Maria: O problema de ser ou não Maria, não tem a ver com o sentido da profecia, pois, nesse caso, uma personagem literal (mulher = Maria) daria a luz a um personagem literal (filho varão = Jesus). Nesse caso, teríamos que admitir que todo o capítulo 12 seria literal, o que iria nos obrigar a acreditar que realmente existirá um dragão com sete cabeças e dez chifres, o que, logicamente, não é a verdade. Mas o que nos faz acreditar que não é Maria são os poderes que a mulher tem (vestida de Sol, doze estrelas, Lua sob os pés), que não condizem com a verdade bíblica sobre Maria.
Maria não recebeu poder e nem autoridade nenhuma de Deus, apenas o glorioso fato de ser a mãe de Jesus. E, ao analisarmos a fuga da mulher para o deserto e todo o desenrolar da história dela nesse capítulo, logo veremos que a mulher não é Maria. A interpretação católica sobre Maria é a mais frágil de todas as três, bastando uma leitura superficial para logo descartarmos essa ideia.

A Mulher é a Igreja: A Bíblia fala várias e várias vezes sobre uma mulher que é a Noiva de Cristo, e essa mulher é a Igreja. E agora, ao descobrir quem de fato é a mulher, vamos ver o que são os elementos descritos acerca da mulher.
A. Vestida de Sol: A Bíblia fala que o Sol foi criado para "governar o dia"(Gn 1:16) e por várias vezes o Sol é uma figura da Glória de Deus como em Salmos 84:11 (Porque o Senhor Deus é um sol e escudo). Dessa forma, a mulher vestida de Sol é a Igreja com a autoridade de Deus para governar e revestida da glória Dele, ungida assim desde que foi edificada: "e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" Mateus 16:18.
B. Lua debaixo dos pés: Assim como o Sol foi feito para governar o dia, a Lua foi criada para governar a noite (Gn 1:16). E noite aqui em Apocalipse 12 tem o sentido de escuridão e trevas. A mulher vestida de Sol com a Lua sob seus pés é a Igreja, com o poder e a glória de Deus sobre ela, com autoridade para vencer as trevas. Num sentido figurado, se a noite são as trevas e a Lua, que governa a noite, está embaixo dos pés da mulher, então o governante das trevas não tem poder contra a Igreja de Deus, o que nos é claramente explicado pelo versículo de Mateus 16:18, em que "as portas do inferno não vão prevalecer contra a Igreja".
C. Coroa de Doze Estrelas: São os 12 apóstolos. A Igreja foi edificada por Cristo, mas fundada pelos apóstolos. Mas pode ser que as 12 estrelas sejam, na verdade, a união dos 12 apóstolos com as 12 tribos. União e não adição. Os 24 anciãos de Apocalipse 4 são os 12 apóstolos com os 12 patriarcas, que deram origem as 12 tribos. Porém, aqui em Apocalipse 12, pode ser que cada estrela represente um patriarca junto com um apóstolo. Assim as 12 estrelas seriam os 24 anciãos, que representam a união em Cristo da Lei e da Graça.
D. Dores de parto: Revela que o filho varão nascerá muito em breve. Veremos quem é o filho varão mais adiante.

2. O Dragão Vermelho. Dos três personagens, esse é o único que não deixa dúvidas sobre quem é: Satanás. Ele é o inimigo da Igreja e quem quer impedir o nascimento do filho varão.
A.Vermelho: Vermelho é a cor do sangue, o Dragão vermelho simboliza o sangue dos que foram mortos por ele: "Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele". João 8:44.
B.Sete cabeças e sete diademas: Diademas são símbolos de realeza. As sete cabeças são sete reinos e são também reis (Apocalipse 17:9 e 10) diretamente influenciados por Satanás para oprimir o povo de Deus. Entendemos que os sete reinos que dominaram o povo de Deus foram: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa, Grécia, Roma Imperial e Roma Eclesiástica (Papado).
C. Dez chifres: Os dez chifres representam a diversidade de poderes políticos, que até então não exerceram domínio, pois não havia diademas sobre eles. Estes poderes políticos receberam domínio somente mais tarde, após o surgimento da besta que subiu do mar (Apocalipse 13:1).

3. O Filho Varão. Num primeiro momento, o filho varão é o objeto de desejo e fúria do Dragão, mais do que a própria mulher. Então, quem seria mais odiado por Satanás do que a Igreja? Para descobrirmos isso, precisamos entender que a Igreja é formada por dois grupos: Os que serão arrebatados e os que passarão pela tribulação. A Bíblia fala que muitos sofrerão na tribulação e serão salvos, o que nos leva a concluir que, se a mulher é a Igreja, o filho varão são os fieis arrebatados antes da tribulação, e por isso que o Dragão quer impedir o nascimento, ele quer impedir o arrebatamento dos cristãos.
A. Irá reger todas as nações: Muitos atribuem essa autoridade a Jesus, os fazendo crer que Cristo é o filho varão. Já vimos que personagens figuradas não podem gerar personagens literais. A expressão "poder para reger todas as nações" aparece em Apocalipse 2:26,27: "E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai." Então, segundo Apocalipse, quem irá ter autoridade para reger as nações? Lógico que Jesus já tem esse poder, mas os vencedores também receberão esse poder. Então concluímos que se a mulher é a Igreja, o filho varão serão os vencedores, arrebatados, que receberão o poder de reger todas as nações. Outro motivo para não ser Jesus, é que o varão foi arrebatado, ou seja, dependeu do poder de Deus para ser elevado aos céus, enquanto Jesus subiu pelo seu próprio poder, e por isso Ele não foi arrebatado.

A perseguição do Dragão contra a Mulher: A Grande Tribulação.

Quando o filho varão nasceu, logo foi arrebatado para o trono de Deus, como prometido em Apocalipse 3:21: Àquele que vencer eu darei o privilégio de se sentar comigo no meu trono, assim como eu também venci e me sentei com o meu Pai no seu trono.
O Dragão, furioso, foi atrás tentando impedir, mas ao chegar no Céu, foi expulso pelo arcanjo Miguel após uma batalha celestial (v.7). Então começa a Grande Tribulação, quando o Dragão volta a sua ira contra a mulher, que ficou na terra: Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. (v.12,13).
Durante toda a perseguição, vemos Deus protegendo a mulher, mesmo na Tribulação, a Igreja estará sendo protegida por Deus, ainda que a situação seja bem pior do que nos dias de hoje, pois a fúria de Satanás será maior.
A. Um tempo, tempos e metade de um tempo (v.14): Aqui é uma referência ao que lemos em Daniel 7:25: "Proferirá insultos contra o Altíssimo e porá à prova os santos do Altíssimo; ele tentará mudar os tempos e a lei, e os santos serão entregues em suas mãos por um tempo, dois tempos e metade de um tempo." 

O capítulo 12 termina com o Dragão fazendo guerra contra a mulher, dando prosseguimento a Tribulação e a perseguição de Satanás aos santos de Deus, tanto cristãos quanto judeus.
E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. (v. 12, 17).

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã


Quem foi São Jorge?

quinta-feira, 23 de abril de 2015


Um soldado cristão do Império Romano no século 4. Quando o imperador Diocleciano declarou perseguição aos adeptos do cristianismo, Jorge protestou e acabou sendo torturado pela insolência. Ele morreu decapitado em 23 de abril de 303, mas sua história foi contada em diversas cidades do Império Romano pelos soldados que estavam em missão. Foi assim que ele ganhou sua fama e virou são Jorge, o santo guerreiro. Essa é, em teoria, a história verdadeira, conforme é contada pela Igreja Católica. Mas o santo também está envolvido em algumas lendas.

MUITO MILAGRE PARA POUCO SANTO

Supostamente nascido na Capadócia, de luta com dragão até casa na Lua, as histórias com São Jorge acabaram gerando um folclore próprio.

Cuspindo fogo

O dragão representa o diabo e vem de uma lenda antiga, que falava de uma cidade que oferecia jovens à besta em sacrifício. Quando foi a vez de a princesa morrer, são Jorge apareceu, domou a fera e fez com que todos da cidade fossem batizados

Confusão histórica

A armadura de são Jorge reforça a imagem de santo “guerreiro”. Mas a cruz vermelha só foi associada a ele no começo do século 12, quando a Inglaterra a adotou como sua bandeira. O símbolo foi criado durante a Primeira Cruzada

Benção disputada

São Jorge é padroeiro de vários países, como Inglaterra e Portugal. No Brasil, protege as cidades de Rio de Janeiro e Ilhéus. Já o Corinthians adotou o santo porque, em 1926, inaugurou sua sede no bairro do Parque São Jorge, que hoje é o Tatuapé

Montaria albina

Ninguém sabe se Jorge montava mesmo um cavalo branco no Império Romano. Entretanto, a mesma lenda que originou a figura do dragão também diz que foi assim, galopando o branquelo, que o herói salvou a cidade em apuros

No mundo da lua

A lenda de que o santo mora na Lua pode ter raízes brasileiras: na Umbanda, são Jorge corresponde a Ogum, o santo da guerra. Esse orixá tem energia masculina, o que o faz buscar vibrações femininas na Lua - daí a relação

[As lendas têm origem incerta. O Papa Paulo VI admitiu que foram passadas de boca a boca e que não há fatos históricos que comprovem sua veracidade].

Luiza Wolf
Mundo Estranho

Sete coisas que Deus NÃO disse, mas todo mundo acha que disse.

quarta-feira, 8 de abril de 2015



Com base no que li em um site em inglês criei esta lista das coisas que Deus não disse, mas que todo mundo acha que sim.

1. "Deus ajuda a quem se ajuda". 
Falso! Ao contrário, Deus ajuda aqueles que se reconhecem incapazes e, humilhados, clamam por socorro. "A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: "Senhor, ajuda-me!" (Mt 15:25).

2. "Deus quer que você seja feliz". 
Falso! Quem diz isso geralmente pensa a curto prazo, só para esta vida. Mas Deus projeta felicidade eterna para aquele que crê em Jesus e tem seus pecados perdoados. Quanto à nossa breve vida aqui, ele diz: "No mundo tereis aflições" (Jo 16:33).

3. "Somos todos filhos de Deus". 
Falso! Todos são criaturas de Deus, mas filhos somente aqueles que nascem de novo pela fé em Jesus. "A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." (Jo 1:12).

4. "Deus nunca permite um sofrimento além do que você possa suportar". 
Falso! Para quebrar nossa autoconfiança Deus permite sofrimento além da capacidade humana, para encontrarmos nele os recursos de que necessitamos. "Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos... para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; o qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda". (2 Co 1:8).

5. "Quando você morrer o céu ganhará mais um anjo". 
Falso! Seres humanos não são anjos e nunca serão. Assim como Jesus, em sua encarnação, somos originalmente menores que os anjos, mas os salvos por Cristo serão exaltados nele a uma posição acima dos anjos. "Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?" (1 Co 6:3).

6. "Todos os caminhos levam a Deus". 
Falso! Na verdade esta ideia foi emprestada do ditado "Todos os caminhos levam a Roma", mas é melhor escutar o que Jesus diz: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". (Jo 14:6).

7. "Não importa em que você crê, contanto que tenha fé". 
Falso! Não é a fé que importa, mas em quem você coloca sua fé. Jesus disse aos judeus: "'Se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados'. Disseram-lhe, pois: 'Quem és tu?' Jesus lhes disse: 'Isso mesmo que já desde o princípio vos disse'. (Jo 8:24-25).

Ele tinha deixado claro a eles que era o Messias prometido, e mais que isso: Ao usar a expressão "EU SOU" ele se reportava ao que Jeová havia dito de si mesmo em Êxodo 3:14: "E disse Eloim (Deus) a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." Juntando isso com o que João escreve em sua segunda carta, entendemos que crer em Jesus Cristo inclui crer que ele é Deus e já existia antes de assumir a forma humana ao vir em carne.

"Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo... Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis." (2 Jo 1:7-10).

Mário Persona
Genizah

Contra quem guerreamos?

sábado, 14 de março de 2015

"No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" Efésios 6:10-12.

Essa semana vi um episódio triste e lamentável, um grupo de evangélicos tentando invadir e depredar um centro de macumba (não sei se candomblé ou umbanda, então usarei o termo genérico "macumba") gritando palavras de ordem em um estado quase de êxtase religioso. Ato, esse, que lembrou-me o pastor que chutou uma estátua católica na televisão (não, o tal pastor não perdeu a perna e nem nada disso, é tudo mito. Ele hoje é uma pessoa comum, com as duas pernas, mas afastado de qualquer religião).

Agora, leiam o texto que usei no início dessa postagem, e analisem os fatos. Atacar e ofender a religião alheia é um ato bíblico? É isso que Jesus nos ensinou? Vamos considerar algumas verdades bíblicas sobre o porquê cometer atos de intolerância religiosa não é um ensinamento cristão.

1. João Batista pregava contra a sua própria religião. 
Nos evangelhos, vemos a pregação do último profeta, João Batista. A mensagem dele era clara: Preparar o caminho para a vinda do Senhor, anunciar o Messias vindouro e cobrar os judeus que não andavam como deveriam. João Batista jamais pregou que deveríamos invadir templos alheios.

2. Jesus pregou o amor ao próximo ainda que sejam nossos inimigos.
"Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses; E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir. E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também." Lucas 6:27-31.

3. O único momento de ira de Jesus, foi contra a sua própria religião.
"E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;
E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões." Mateus 21:12-13.

4. O apóstolo Paulo, ao ver os templos pagãos, não fez protestos e nem tentou invadir.
"E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio." Atos 17:22-23.

5. Os verdadeiros cristãos tem o fruto do Espírito.
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança." Gálatas 5:22-23.

6. Nossas armas não podem ser ameaças, pedras, ofensas, chutes, confusões etc.
Nossas armas são espirituais: "Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas, destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" 2 Coríntios 10:3-4.

Considerações sobre a Armadura de Deus:
"Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" Efesios 6:13-17.

Analisando todos os itens dessa armadura, vemos que nenhum deles é para atacar, com exceção da espada. Mas essa espada é a do Espírito, que é a Palavra de Deus, e esse é o nosso único meio de ataque: Anunciando o Evangelho, mas sabendo que quem convence as pessoas não somos nós, nem nossa força, nem nossa persuasão, nem nossa violência, e sim o Espírito Santo: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo". João 16:8.

Por fim, ofender religiões alheias, atacar e depredar templos e outras imagens religiosas, não é uma atitude cristã, e sim um crime de intolerância religiosa. Se queremos que o mundo acredite na mensagem do Evangelho, devemos ser o exemplo e praticar aquilo que lemos na Palavra de Deus.

Aos que usam o Antigo Testamento como base para praticar atrocidades, lembro que somos filhos da Graça, adotados por Cristo, isentos da Lei Mosaica e todos os rituais judaicos, e ressalto que Cristo aboliu a Lei, e tudo a partir dele se fez novo. Nossa regra de fé e conduta são os ensinamentos de Cristo, por isso mantenho-me pacífico com as outras religiões, mesmo não concordando com elas, mas levanto-me para criticar os horrores que vejo no meio cristão, pois essa deve ser a atitude de um servo de Deus, tirado das trevas para a luz.

Não deixem a manipulação religiosa, praticada por pastores, bispos, apóstolos e semi-deuses afetarem o seu relacionamento com Deus. A Verdade é uma só, e os líderes religiosos fogem dessa Verdade, querendo que nós acreditemos apenas no que ouvimos nos templos e igrejas atuais.

Nossa guerra não é contra espíritas, católicos, macumbeiros, judeus, muçulmanos...
Nossa guerra é contra o diabo e seus anjos, nas regiões celestiais.

Sola Scriptura.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã

Qual é o papel de um presbítero?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

De acordo com o Novo Testamento, os presbíteros são responsáveis pela liderança e supervisão de uma igreja local. A função e o papel de um presbítero é bem resumida por Alexander Strauch em seu livro Biblical Eldership: “Os presbíteros lideram a igreja [1Tm 5.17; Tito 1.7; 1 Pedro 5.1-2], ensinam e pregam a Palavra [1 Timóteo 3.2; 2 Timóteo 4.2; Tito 1.9], protegem a igreja de falsos mestres [Atos 20.17, 28-31], exortam e admoestam os santos na sã doutrina [1 Timóteo 4.13; 2 Timóteo 3.13-17; Tito 1.9], visitam e oram pelos doentes [Tiago 5.14; Atos 20.35], e julgam questões doutrinárias [Atos 15.16]. Em terminologia bíblica, presbíteros pastoreiam, supervisionam, lideram e cuidam da igreja local” (16).

“Presbítero” e “pastor” não são dois ofícios diferentes. Como John Piper argumenta na seção cinco do livreto “Biblical Eldership”, essas são simplesmente duas palavras diferentes para o mesmo ofício. Ele dá três razões. Primeiro, em Atos 20.28, os presbíteros são encorajados nos deveres “pastorais” de supervisionar e pastorear. Segundo, em 1 Pedro 5.1-2, os presbíteros são exortados a “pastorear” o rebanho de Deus que está aos cuidados deles, papel que é de um pastor. Terceiro, em Efésios 4.11, a única vez que a palavra pastor ocorre no Novo Testamento, os pastores são tratados como pertencendo ao mesmo grupo dos mestres. Isso sugere que o papel principal do pastor é alimentar o rebanho por meio do ensino, que é um dos papeis principais dos presbíteros (Tito 1.9). Dessa forma, o Novo Testamento parece indicar que “pastor” é outro nome para “presbítero”. Um presbítero é um pastor, e um pastor é um presbítero.

Alguns pensam que a Bíblia fala de uma categoria de líderes eclesiásticos acima de pastores/presbíteros, chamados “bispos”. Contudo, a evidência bíblica indica que “bispo” é simplesmente outro termo para presbítero também. Paulo se refere aos presbíteros em Éfeso como “bispos” em seu sermão de despedida de Atos 20.17-35. Da mesma forma, “bispo” em Tito 1.7 parece ser um sinônimo para o termo “presbítero” usado no versículo 5. A maioria dos estudiosos reconhece isso, como J. B. Lightfoot já observou no século 19: “É um fato agora em geral reconhecido por teólogos de todas as matizes de opinião, que na linguagem do Novo Testamento o mesmo ofício na Igreja é chamado indiferentemente de ‘bispo [supervisor]’ (episkopos) e ‘ancião’ ou ‘presbítero’ (presbyteros)” (citado em Strauch, 180).

John Piper resume o uso dos termos “presbítero”, “pastor” e “supervisor”:

O Novo Testamento refere-se somente uma vez ao ofício de pastor (Efésios 4.11). É uma descrição funcional do papel do presbítero enfatizando o cuidado e a nutrição da igreja como rebanho de Deus; assim com “bispo/supervisor” é uma descrição funcional do papel do presbítero enfatizando o governo ou supervisão da igreja. Podemos concluir, portanto, que “pastor” e “presbítero” e “bispo/supervisor” referem-se ao mesmo ofício no Novo Testamento. Esse ofício permanece ao lado de “diácono” em Filipenses 1.1 e Timóteo 3.1-13 de tal forma a mostrar que os dois ofícios permanentes instituídos pelo Novo Testamento são presbítero e diácono.

Matt Perman/Felipe Sabino A. Neto
Desiring God/Monergismo


Quem foi Lúcifer?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


Inicio esse estudo sobre quem foi Lúcifer informando que uso como base alguns livros apócrifos, que foram citados na Bíblia e pelos Pais da Igreja. Se o caro leitor não gostar dos apócrifos, ou achar que são frutos da obra do Maligno, como afirmam alguns líderes que desconhecem esses livros, sugiro que nem continue a leitura. Acrescento que, como já falei em outros estudos, os livros apócrifos não servem como regra de fé e doutrina, mas dão boas bases históricas e culturais. Algumas vezes esses livros preenchem lacunas sobre eventos em que a Bíblia não relata, então usei esses textos para colaborar com o estudo e nunca, jamais, para discordar dos livros bíblicos. 

Quem foi: Satanail (erroneamente chamado de Lúcifer) foi um anjo querubim, responsável pela guarda celestial, que se rebelou contra Deus e quis ser maior do que Ele:

"Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo." Isaías 14:12-15 

"E um dos anjos, tendo saído de sua hierarquia e se desviado para uma hierarquia abaixo da sua, concebeu um pensamento impossível: colocar o seu trono acima das nuvens que se encontram sobre a terra, para que seu poder se igualasse ao meu. Precipitei-o do alto com seus anjos, e ele pôs-se a voar por cima do abismo, continuamente" II Enoch 29:3,4. 

O nome "Lúcifer": Esse é um termo comum em latim que significa portador de luz, estrela da manhã, estrela da alva... É um termo que aparece algumas vezes na Bíblia, e em algumas é atribuído até a Jesus, como em Apocalipse 22:16. A atribuição desse termo a Satanás é um erro na tradução da Vulgata, que traduz a palavra hebraica heylel "o iluminado" como lucifer. A Septuaginta traduz como heōsphoros (o que traz o anoitecer). De qualquer forma, lucifer é um título, um adjetivo, e não um nome próprio. Pode-se dizer que Satanail era um lucifer antes da queda, assim como Jesus ainda é um lucifer. 

Então, qual o nome do Inimigo? Satanail (mensageiro de Deus segundo o Evangelho de Bartolomeu) e Satanás (o acusador): 

"O demônio é o gênio do mal das regiões inferiores, como um fugitivo, ele criou Sotona a partir dos céus, por ser seu nome Satanail, por isso ele se tornou diferente dos anjos, mas a sua natureza não modificou a sua inteligência quanto ao entendimento do certo e do errado." II Enoch 31:4. 

"Bartolomeu, pois, se foi e pisou-lhe a cerviz, que trazia oculta até as orelhas, dizendo-lhe: — Dizei-me quem és tu e qual é teu nome... Respondeu Belial: — A princípio me chamava Satanail, que quer dizer mensageiro de Deus, mas, desde que não reconheci a imagem de Deus, meu nome foi mudado para Satanás, que quer dizer anjo guardião do tártaro." Evangelho de Bartolomeu.

"E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu." Lucas 10:18.

"Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos." 
Apocalipse 20:2.

Alguns nomes atribuídos a Satanás na Bíblia:
a) Satanás = Acusador, Adversário - Zc 3.1; I Pe 5.8; Ap 12.10
b) Lúcifer = portador da luz - Is 14.12
c) Dragão - Ap 12.7
d) Diabo = difamador, caluniador - I Pe 5.8
e) Homicida e Mentiroso - Jo 8.4
f) Sedutor - Ap 20.10
g) Príncipe do Mundo - Jo 12.31
h) Príncipe da Potestade do ar - Ef 2.2
i) Destruidor - Ap 9.11
j)Tentador - Mt 4.3
l) Maligno - Mt 13.38
m) Deus deste século - II Co 4.4

20 Eventos acerca dele:
1. Criado em toda a formosura: "Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura.
Ezequiel 28:12

2. Entoava louvores ao Senhor no Céu, assim como os demais anjos. Ele não era ministro de louvor como afirmam alguns: "Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados." Ezequiel 28:13.

3. Era um Querubim: "Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas." Ezequiel 28:14.

4. Pecou contra Deus: "E um dos anjos, tendo saído de sua hierarquia e se desviado para uma hierarquia abaixo da sua, concebeu um pensamento impossível: colocar o seu trono acima das nuvens que se encontram sobre a terra, para que seu poder se igualasse ao meu." II Enoch 29:3. "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti." Ezequiel 28:17.

5. Foi expulso do Céu: "Precipitei-o do alto com seus anjos, e ele pôs-se a voar por cima do abismo, continuamente". II Enoch 29:4. "Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo" II Pedro 2:4.

6. Enganou Adão e Eva: "E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida." Genesis 3:13,14.

7. Tentou a Jó: "E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde?" Jó 1:8,9.

8. Contendeu com o arcanjo Miguel: "Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda." Judas 1:9

9: Se levantou contra Israel: "Então Satanás se levantou contra Israel, e incitou Davi a numerar a Israel." 
I Cronicas 21:1

10. Se opôs ao Sumo Sacerdote Josué: "E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?" Zacarias 3:1,2.

11. Lutou novamente com Miguel: "Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia." 
Daniel 10:12,13

12. Tentou a Jesus: "Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo." 
Mateus 4:1.

13: Foi amarrado e preso após a morte de Cristo: "E eis que o Senhor Jesus Cristo entrou rodeado de uma claridade sublime, manso, grande e humilde, levando em suas mãos uma corrente; com ela amarrou o pescoço de Satanás e depois de novamente unir suas mãos às costas, arremessou-o ao Tártaro e pôs seu santo pé em sua garganta, dizendo: Fizeste muitas coisas más no decorrer dos séculos; não deste nenhum descanso; hoje entrego-te ao fogo eterno. E chamando novamente o Inferno, disse-lhe com autoridade: Toma este amaldiçoado e perverso Satanás e mantém-no sob tua custódia até o dia que eu determinar. O Inferno aceitou-o e ambos precipitaram-se no profundo do abismo." Nicodemus (Descida de Cristo ao Inferno).


14. Mesmo preso ainda influencia e se opõe a Obra de Deus e aos cristãos: "Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho." 
I Tessalonicenses 2:18.

15: Dará poder ao Anticristo: "Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira..." II Tessalonicenses 2:7-9.

16. Será solto e tentará impedir o arrebatamento e fará guerra contra Miguel: "E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." Apocalipse 12:7-9

17: Perseguirá os remanescentes na Grande Tribulação: "E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem... E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." Apocalipse 12:13 e 17.

18. Blasfemará contra Deus e vencerá os santos remanescentes: "E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação." Apocalipse 13:6,7.

19. Será preso durante o Milênio: "E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo." Apocalipse 20:1-3.

20. Será solto após o Milênio e derrotado para todo o sempre: "E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha.
E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." Apocalipse 20: 7-10.

"A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém". Apocalipse 22:21.

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã 

Trindade: Analisando algumas objeções

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Definição da doutrina:

Antes de tudo é preciso definir o que é a doutrina da Trindade, pois até mesmo muitos cristãos se perdem nesse quesito. Por “Trindade” não queremos dizer que acreditamos em três deuses, pois para nós há somente um Deus (Isaías 43:10). Ao invés disso, queremos dizer que na Divindade há três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Pode parecer um paradoxo, mas Deus é três e um simultaneamente. Precisamos fazer distinção entre o termo “pessoa” e “natureza”. As pessoas em Deus são três, mas uma só é a natureza, que consiste na onipotência, onisciência, onipresença etc. Vários exemplos foram apresentados para exemplificar esse caso; porém, o triângulo eqüilátero é o que mais se aproxima desse conceito. Acompanhe:O triângulo é indivisível, assim como Deus (simbolizado por toda a figura). Todavia, cada lado é distinto do outro e, contudo, formam a mesma figura, que só existe com os três lados iguais; assim, tomando a analogia, o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo e vice e versa; porém, eles constituem o mesmo Deus. A individualidade pessoal é mantida, bem como a unidade. Assim, Deus não é somente o Pai, nem somente o Filho, e nem tampouco somente o Espírito Santo. Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Analisando algumas objeções

Negam a doutrina da Trindade, alegando que é de origem pagã e que tal palavra não aparece na Bíblia. Somente Jeová é o Deus verdadeiro. Ele não é onipresente, ou seja, não pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, pois sendo uma pessoa, possui um corpo de forma específica, que precisa de um lugar para morar. Assim, ele está confinado no céu. Para exercer seu comando sobre o universo, ele usa seu poder, seu Espírito Santo”, que é sua “força ativa”. Sua onisciência é seletiva, ou seja, Jeová não sabe o futuro de todas as coisas, a menos que ele queira. Explicam isso da seguinte forma: Um rádio pode captar qualquer onda, porém, é preciso sintonizá-lo na estação certa. Assim, se Jeová quiser saber se alguém será fiel a ele ou não, deverá “sintonizar” na “estação” dessa pessoa.

a) A palavra “Trindade” não aparece na Bíblia — A doutrina da Trindade está fortemente enraizada nas Escrituras. A palavra “trindade” é um termo extrabíblico utilizado para designar aquilo que é revelado nas Escrituras; embora a palavra não apareça, a idéia está explícita na Bíblia. Outro fator que torna sem fundamento a objeção das TJ é o fato de que utilizam termos como “corpo governante” e “teocracia”, embora tais palavras também não apareçam na Bíblia. Das duas, uma: ou aceitam o uso do termo “trindade” ou deixam de usar as terminologias “corpo governante” e “teocracia”.

b) A Trindade e o paganismo — A objeção de que a doutrina da Trindade é de origem pagã, uma vez que os pagãos cultuavam suas tríades de deuses, também não faz sentido, pois a concepção dos pagãos em nada se assemelha à doutrina trinitariana. Enquanto os pagãos são politeístas, ou seja, crêem na existência de vários deuses, sendo sua trindade mais um conjunto de deuses em seu panteão, nós, cristãos, somos essencialmente monoteístas, pois cremos que há um só Deus (Isaías 43:10), que subsiste em três “pessoas”: Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três deuses, posto que só há um Deus. Assim, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são ao mesmo tempo três pessoas distintas e um só Deus. O termo “triunidade” resume melhor essa concepção bíblica de Deus. É bom também lembrar que a Bíblia não é o único livro que fala de um dilúvio universal. A literatura pagã também contém relatos sobre um dilúvio. Isso, evidentemente, não faz do dilúvio uma concepção pagã; tampouco a doutrina da Trindade deveria ser vista da mesma forma.

c) A Trindade e a razão humana — A acusação de que a doutrina da Trindade não se conforma com a lógica ou a razão também é descabida, pois a mente humana não pode apreender tudo sobre Deus. É impossível que o relativo entenda com precisão o Ser Absoluto, que o finito atinja o Infinito, que a criatura desvende todos os mistérios e segredos do Criador. Isso é pedir demais. (Leia Romanos 11:33; 1ª Coríntios 2:11; Jó 11:7; Isaías 40:28). No livro Raciocínios à base das Escrituras (publicado pelas TJ), página 123, há a seguinte pergunta: “Será que Deus teve começo?” Daí, citam o Salmo 90:2, que diz que Deus é Deus de “eternidade a eternidade”, ou seja, ele é incriado, sempre foi, é e será eternamente. Diante desse mistério, o livro lança o desafio: “Há lógica nisso? Nossa mente não pode compreender isso plenamente. Mas não é uma razão sólida para o rejeitar”. Aplicando o mesmo princípio à doutrina da Trindade, podemos perguntar: “Será que Deus é uma Trindade? Há lógica nisso? Nossa mente não pode compreender isso plenamente. Mas não é razão sólida para o rejeitar”.

d) A Trindade e a Matemática — Outra objeção argumenta que a Trindade contraria a Matemática, pois se 1 + 1 + 1 = 3; então, Deus Pai + Deus Filho + Deus Espírito Santo não podem ser um, mas três deuses. Ora, outro argumento desprovido de bom senso, pois Deus não pode ser medido pelas Ciências Exatas. No campo da Matemática, ele não pode ser somado, diminuído, dividido ou multiplicado. Mas, se é matemática o que querem, a pergunta é oportuna: Na Matemática, três podem ser um? Dependendo da operação que se escolher, sim. 1 X 1 X 1 = 1.

A Trindade no Antigo Testamento

a) Gênesis 1:26, 27 — Chegando o momento de criar o homem, Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança”. O verbo “fazer”, nesse caso, aponta para um ato criativo, e somente Deus pode criar. Assim, ao ser criado, o homem não poderia ter a imagem de um anjo ou de qualquer outra criatura, mas a imagem de Deus, a imagem de seu Criador. No versículo 27, lemos: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. O interessante, porém, é que a Bíblia diz que Jesus Cristo também criou todas as coisas, as visíveis e invisíveis (João 1:1, 3; Colossenses 1:16, 17; Hebreus 1:10), o que inclui necessariamente o homem. Desse modo, concluímos, à luz da Bíblia, que o homem tem a Jesus como seu Criador, logo, o homem carrega Sua imagem, pois Jesus é Deus, uma vez que “à imagem de Deus” o homem foi criado. Já em Jó 33:4, Eliú declara: “O Espírito de Deus me fez”. Afinal de contas, quem fez o homem? A Bíblia diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou”. E quem é esse Deus? Resposta: Pai, Filho e Espírito Santo. É digno de nota que há outros textos em que Deus fala no plural: Gênesis 3:22; 11:7-9; Isaías 6:8. Alguns dizem tratar-se de plural de majestade, ou seja, é uma forma de expressão onde o indivíduo fala do plural que não revela necessariamente uma pluralidade participativa. Todavia, isso não funciona em Gênesis 1:26, 27, pois outros textos bíblicos deixam claro que o Pai, o Filho e o Espírito Santo criaram o homem; logo, não está em jogo nenhum plural de majestade, mas um ato criativo de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Os demais textos, portanto, devem ser interpretados seguindo-se essa mesma linha de raciocínio.

b) Deuteronômio 6:4 — “Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová” (TNM). Esse texto é usado para desacreditar a doutrina da Trindade, mas, ao contrário disso, é o texto que prova que na unidade de Deus existe uma pluralidade, dando abertura para a concepção trinitariana. Como assim? Na língua hebraica, existem duas palavras para expressar unidade, a saber, ’ehadh e yehidh. A primeira designa uma unidade composta ou plural. Exemplo: Gênesis 2:24 diz que o homem e a mulher seriam uma (’ehadh) só carne, ou seja, dois em um. A segunda palavra é usada para expressar unidade absoluta, ou seja, aquela que não permite pluralidade. Exemplo: Juízes 11:34 diz que Jefté tinha uma única (yehidh) filha. Qual dessas palavras é empregada em Deuteronômio 6:4? A palavra ’ehadh, o que indica que na unidade da Divindade há uma pluralidade.

A Trindade no Novo Testamento

A revelação da Triunidade de Deus no Antigo Testamento não é tão clara quanto no Novo. Os textos bíblicos abaixo alistados (respeitando-se os devidos contextos) mostram sempre juntos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Levando-se em conta que Deus é único (Isaías 43:10) e que ele não partilha sua glória com ninguém (Isaías 42:8; 48:11), é interessante notar como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são postos em pé de igualdade, coisa que nenhuma criatura, por melhor que fosse, poderia atingir, nem muito menos uma “força ativa” (agente passivo).

a) Mateus 28:19 — A ordem de Jesus é para batizar em “nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Ora, se Jesus fosse uma criatura e o Espírito Santo uma “força ativa”, seria estranho que as pessoas fossem batizadas em nome do Criador (que não divide sua glória com ninguém), em nome de um anjo, e de uma “força ativa”; aliás, que necessidade há em batizar alguém em nome de uma “força”? Tudo isso só faz sentido se Jesus e o Espírito Santo forem Deus, assim como o Pai.

b) Lucas 3:22 — No batismo do Filho, lá estão o Espírito Santo e o Pai; como sempre, inseparáveis. Essa é uma das razões pelas quais o batismo cristão deve ser ministrado em nome das três pessoas.

c) João 14:26 — Jesus fala do Espírito Santo, que será enviado pelo Pai, em seu próprio nome, isto é, de Cristo.

d) 2ª Coríntios 13:13 — Outra fórmula trinitária, onde aparece o Filho, em primeiro lugar, com sua graça ou benignidade imerecida; depois, o Pai, com seu amor; e finalmente, o Espírito Santo, com a comunhão ou participação que dele procede.

e) 1ª Pedro 1:1, 2 — Pedro fala aos escolhidos, que foram eleitos segundo a presciência do Pai, santificados pelo Espírito e aspergidos com o sangue de Jesus Cristo.

f) Outros versículos — Romanos 8:14-17; 15:16, 30; 1ª Coríntios 2:10-16; 6:1-20; 12:4-6; 2ª Coríntios 1:21, 22; Efésios 1:3-14; 4:4-6; 2ª Tessalonicenses 2:13, 14; Tito 3:4-6; Judas 20, 21; Apocalipse 1:4, 5 (compare com 4:5) etc. É digno de nota que se o Filho fosse uma criatura e o Espírito Santo uma “força ativa”, os dois não poderiam assumir o primeiro lugar em algumas das passagens bíblicas acima citadas. Aliás, o que uma “força ativa” estaria fazendo no meio de duas pessoas? As TJ objetam dizendo que mencionar as três Pessoas juntas, não indica que sejam a mesma coisa, pois Abraão, Isaque e Jacó (Mateus 22:32), bem como Pedro, Tiago e João (Mateus 17:1) sempre são citados juntos; contudo, isso não os torna um. O que as TJ não perceberam foi o seguinte: Abraão, Isaque e Jacó tinham algo em comum: o patriarcado. Já Pedro, Tiago e João tinham em comum o apostolado. E o que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm em comum? Resposta: a natureza divina, ou simplesmente, a divindade.

Jesus Cristo

É o Primogênito de Jeová (sua primeira criação). É seu Unigênito (o único criado diretamente por ele). Sendo “Filho de Deus” é submisso e inferior ao Pai. Recebeu o nome de Miguel e o título de Arcanjo (= anjo principal). É “um deus”, assim como Satanás, no sentido de ser poderoso. É “Deus Poderoso”, mas nunca “Deus Todo-Poderoso”, como Jeová. Morreu numa “estaca” (não numa cruz). Ressuscitou em espírito (não fisicamente). “Voltou” invisivelmente em 1914. Somente as TJ o viram com os “olhos do entendimento”. Através do Corpo Governante, ele exerce sua chefia sobre a organização.

Avaliação bíblica

A cristologia das TJ é uma ressurreição do arianismo, que surgiu com Ário (256-336), um sacerdote do século IV, da cidade de Alexandria, no Egito. Ário afirmou que Jesus Cristo era uma criatura, baseando principalmente em Provérbios 8:22 e 1ª Coríntios 1:24. O primeiro é uma poesia, onde a sabedoria diz ter sido “criada” por Deus. O segundo diz que Jesus Cristo é a sabedoria de Deus. Assim, concluiu Ário, se Jesus é a sabedoria de Deus, então ele foi criado. O problema de Ário foi o seguinte: ele utilizava uma tradução do que hoje conhecemos como Antigo Testamento, escrito originalmente em hebraico, para o idioma grego. O texto hebraico traz em Provérbios 8:22 o verbo qanáni (possuir); contudo, o texto grego adotado por Ário verteu qanáni por bará, que significa “criar”. Quando S. Jerônimo fez a Vulgata, tradução do hebraico para o latim, traduziu corretamente qanáni por possédit me (possuiu-me). A pergunta que se levanta é: qual é o termo correto – criar ou possuir? A resposta é óbvia: possuir. Basta um pouco de raciocínio para perceber isso. Veja: Deus é eterno, de eternidade a eternidade. Como ele é imutável, o que ele é hoje, sempre foi e sempre será. Assim, não há variação em Deus. Então, se Deus é poderoso, ele é poderoso de eternidade a eternidade. Nunca houve um momento em ele não tenha possuído poder. Ele não poderia ter criado seu poder, pois isso significaria que um dia ele não o teve. Ora, o mesmo se dá com a sabedoria de Deus. Se dissermos que Deus criou sua sabedoria, chegaremos à conclusão que um dia Deus não teve sabedoria. Daí, vem a pergunta: com que grau de inteligência Deus percebeu que não tinha sabedoria e que precisaria criá-la? Assim, diante dessa conclusão ilógica, afirmamos à luz da Bíblia: Deus é sábio de eternidade a eternidade. Seus atributos são tão eternos quanto ele, pois Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Diante disso, a leitura correta do Provérbios 8:22 deve ser: “O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas”. Para concluir, é preciso dizer que não se pode afirmar categoricamente que o texto de Provérbio 8:22 faça referência a Jesus Cristo. O texto simplesmente apresenta a sabedoria de Deus num estilo poético e, em poesia, tudo pode acontecer: a sabedoria grita, ama, trabalha etc. Seja como for, Provérbios 8:22 não pode ser usado para afirmar que Jesus é uma criatura. Ao contrário, a Bíblia o apresenta como Criador de todas as coisas (João 1:3; Colossenses 1:16,17; Hebreus 1:10 com 3:4).

Jesus não é o Arcanjo Miguel

Jesus e Miguel não são a mesma pessoa por duas razões:
Enquanto que em Daniel 10:13 Miguel é chamado de “um dos mais destacados príncipes” (TNM), o que nos leva a concluir que ele não é o principal, o primaz, em Colossenses 1:18 se diz que Jesus tem a primazia.
 
Mateus 4:10, 11 e Marcos 1:25-27 apresentam Jesus Cristo repreendendo Satanás; mas em Judas 9 está escrito que Miguel não se atreveu a censurá-lo, ao invés, entregou para Deus tal responsabilidade. Jesus tem, portanto, diferente de Miguel, a autoridade absoluta sobre Satã.

Jesus não é “um deus”

Já que Deus disse em Isaías 43:10 que antes dele Deus nenhum se formou e que depois dele, Deus nenhum haverá, fica evidente que existe somente um Deus. Tudo o que for além disso é uma falsa deidade. Assim, Jesus não poderia ser um deus à parte. Além do mais, se Jeová fosse o Deus e Jesus “um deus” (como verte a TNM o texto de João 1:1), então teríamos dois deuses: um maior (Jeová) e o outro menor (Jesus). Ora, a crença em mais de um deus constitui-se em politeísmo, o que é um grave pecado contra Deus.

Esclarecendo termos mal interpretados

Alguns grupos, como as TJ, se perdem na terminologia das Escrituras, dando significados errôneos a certos termos aplicados a Jesus Cristo, como por exemplo: primogênito, unigênito, princípio da criação e Filho de Deus. Tal equívoco se dá devido ao fato de desconhecerem regras de uma boa hermenêutica (interpretação) bíblica, e assim, separam esses termos de seu contexto imediato ou local e o geral, bem como histórico e gramatical, e querem que afirmem aquilo que originalmente não significavam no texto bíblico. Eis alguns exemplos:

Primogênito (Colossenses 1:15) — Longe de significar nesse texto “primeiro criado” ou “o primeiro de uma série”, o termo “primogênito” é um título que indica preeminência ou primazia, apontando assim para a soberania de Cristo sobre a criação, pois segundo os versículos seguintes, ele criou todas as coisas; não podendo ser, portanto, uma criatura (veja 2.1.3. – letra c). Outro ponto importante é que esse texto de Colossenses é uma aplicação do Salmo 89:27, que é messiânico. Originalmente foi aplicado ao rei Davi, que era o caçula de sua família (Salmo 89:20); no entanto, segundo esse salmo, Deus o colocaria como “primogênito”, e explica o porquê: “O mais excelso dos reis da terra”, que eqüivale ao título “rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Que a idéia de soberania está implícita, basta conferir 1º Samuel 10:1, onde Samuel diz a Davi que Deus o ungiu para ser o líder ou chefe de Israel. Assim, o termo primogênito fala da posição soberana de Cristo sobre tudo e todos, e não que ele seja o primeiro de um série.

Unigênito (João 3:16) — Este título fala da singularidade de Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus. Ele é único, não há ninguém semelhante a ele (Judas 4). Essa palavra é composta por mono (único) + genus (tipo, espécie). A ênfase, portanto, está na primeira parte: único , o que implica na idéia de singularidade, tal como acontece com Hebreus 11:17. Neste texto, Isaque é chamado de unigênito de Abraão. Ora, sabemos que Abraão não tinha apenas a Isaque como filho, não podendo ser ele, a rigor, o único filho. Aliás, Ismael era o primogênito. Isso mostra, portanto, que o termo “unigênito” abarca outros significados. Em que sentido, então, Isaque era o unigênito? Porque ele era o único e singular filho de Abraão. A idéia de um relacionamento íntimo e diferencial entre pai e filho está implícita na passagem; logo, não está em questão a ordem de nascimento de Isaque, mas sua posição diante do pai, sua singularidade. O mesmo se dá com Cristo em relação ao Pai. Sendo, então, “primogênito” e “unigênito”, torna-se o “herdeiro de todas as coisas”, sustentando, ele mesmo, “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1:2, 3).

Princípio da criação (Apocalipse 3:14) — A palavra grega arché, traduzida por princípio em muitas traduções da Bíblia, também significa “governador”, “soberano”, “origem”. Assim, já que diversas passagens bíblicas atestam a eternidade de Cristo, posto ser ele o criador e sustentador de todas as coisas (Colossenses 1:16, 17; Hebreus 1:3), fica evidente que entender arché como o “primeiro de uma série”, nesse caso em particular, seria pedir demais. Se ele criou todas as coisas e as sustenta, o termo “origem” cai como uma luva no contexto imediato e mais amplo. É assim que o termo princípio deve ser entendido em Apocalipse 3:14. Essa é, aliás, a forma traduzida pela versão espanhola La Bíblia de Estudio “Dios Habla Hoy”. É bom também lembrar que na Tradução do Novo Mundo a expressão arché é usada em relação a Jeová (Apocalipse 22:12), sendo entendida como fonte, origem, começo; embora seja evidente, pelo contexto, que arché aplica-se ao Senhor Jesus Cristo, pois ele também é descrito assim em Colossenses 1:18. De qualquer forma, nenhum dos termos supracitados podem ser usados para defender a idéia de que Jesus seja um ser criado.

Filho de Deus (Marcos 1:1) — Esse termo geralmente é usando para indicar a inferioridade do Filho em relação ao Pai, pois um filho não pode ser igual ou maior que seu pai. Ora, isso não faz o menor sentido, pois Jesus é chamado de “filho de Maria” (Marcos 6:3); “Filho de Davi” (Marcos 10:48); e “Filho do Homem” (Mateus 25:31), e nem por isso, ele poderia ser considerado inferior a Maria, Davi ou ao homem. A primeira expressão “filho de Maria” tem o significado de “filho” no sentido comum da palavra, ou seja, ele era filho de Maria em sentido biológico. Ser chamado de Filho de Davi pode significar não somente que ele é seu descendente, mas também participante da linhagem real de Davi. Já o título “Filho do Homem” aponta para a humanidade assumida por Cristo, ou seja, ele participou de nossa natureza humana, contudo, sem pecado. E, finalmente, Jesus também é chamado de “Filho de Deus”, não porque seja inferior, mas porque é participante da mesma natureza divina da qual o Pai também participa. Aqui cabe bem o velho ditado: “Tal pai, tal filho”.

Esclarecendo textos mal interpretados

Os textos apresentados a seguir são bastante usados pelos antitrinitários para apoiar a idéia de que Jesus não era Deus, pois declarou que o Pai era maior do que ele (João 14:28); que acerca do dia e hora de sua vinda, somente o Pai sabe (Marcos 13:32); além disso, dizem que se ele orava ao Pai (João 17:1), não poderia ser o próprio Pai (esta sentença, aliás, os trinitários jamais afirmaram). Esses equívocos decorrem do fato de desacreditarem de outra grande “riqueza insondável do Cristo” (Efésios 3:8), ou seja, a sua Encarnação: o Verbo, que era Deus, “se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). A doutrina da Encarnação é tão complexa quanto a doutrina da Trindade. Mais uma vez vale ressaltar que por mais que tentemos, o ser finito jamais poderá compreender com perfeição o Ser Infinito, mesmo quando este assume nossa finitude. Ao assumir a natureza humana, tornando-se “Filho do Homem”, Jesus Cristo assumiu a posição de “servo” (Filipenses 2:6 e 7). Tornou-se “menor” que os anjos, sem se tornar inferior a eles (Hebreus 2:9). Assim, sua humanidade, como a nossa, era limitada; mas, por outro lado, ele ainda era 100% Deus, ou seja, ilimitado. E aí está o grande problema: como compreender que numa única pessoa pudesse haver duas naturezas opostas naturalmente entre si? Ao mesmo tempo em que dizia “o Pai é maior do que eu” (João 14:28), também afirmava “Eu o Pai somos um” (João 10:30). Como resolver essa questão? A coisa não é tão fácil assim. Se alguém achar a resposta a essa pergunta, também terá descoberto como Deus veio a existir (aliás, ele nunca veio a existir, pois ele foi, é e sempre será) e explicará satisfatoriamente a Triunidade Divina. O que precisamos é recorrer ao testemunho das Escrituras para ver o que ela tem a nos dizer sobre isso, mesmo que indiretamente. Uma passagem reveladora é a de Mateus 8:23-27. Durante uma tempestade, o texto relata que Jesus dormia, mas, Deus não dorme. Desesperados, os discípulos acordaram-no, clamando por socorro. Nesse momento, Jesus acorda, repreende o vento e o mar, e ambos se aquietam. Ora, o homem não tem esse poder. Segundo os Salmos 65:5-7; 89:9 e 107: 29, somente Deus, como criador, tem poder sobre as forças da natureza, e Jesus revelou tal poder (Hebreus 1:3). Percebe-se, portanto, nessa Escritura, a plena humanidade e divindade de Jesus Cristo. Ele tornou-se humano, sem deixar de ser Deus. Era Deus, assim como o Pai e o Espírito Santo, mas também era verdadeiro homem. Alguns objetam afirmando que Moisés abriu o Mar Vermelho, e nem por isso era Deus (Êxodo 14). O mesmo se deu na travessia do rio Jordão, sob o comando de Josué (Josué 3). Mas, quem foi que disse que Moisés abriu o Mar Vermelho? Segundo o livro de Êxodo, Deus mandou Moisés erguer um bastão e estendê-lo sobre o mar (14:16), e no versículo 21 diz que foi o próprio Deus, por meio dum forte vento, que fez o mar retroceder. O Salmo 114 poeticamente mostra que os acontecimentos ocorridos tanto no Mar Vermelho, quanto no rio Jordão, foram promovidos pelo senhor do vento e do mar: Deus. Assim, precisamos ler os textos abaixo tendo em vista o ensinamento bíblico da dupla natureza de Cristo.

João 14:28 — Quando Jesus disse “o Pai é maior do que eu”, subentende-se a sua posição de servo, de humilhação à qual ele se submeteu voluntariamente, nada tendo haver com sua essência, sua natureza divina (Filipenses 2:6-8; Atos 8:33; 2 Coríntios 8:9). Nessa posição, segundo a Bíblia, Jesus também era menor que os anjos (Hebreus 2:6-9), pois em relação aos humanos, os anjos são “maiores em força e poder” (2ª Pedro 2:11). Sendo menor que os anjos, Jesus podia dizer — sem prejuízo para sua natureza divina — que o Pai era maior do que ele.

Marcos 13:32 — Se em Cristo estão “ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Colossenses 2:3), por que ele afirmou que acerca daquele dia e daquela hora ele não sabia, mas unicamente o Pai? Essa é uma pergunta de difícil resposta; contudo, convém lembrar do seguinte: Jesus disse que os anjos também não sabiam; sendo assim, o que foi feito menor também não saberia (Hebreus 2:9). Como homem Jesus não tinha sabedoria ilimitada. Aprendeu como qualquer um de nós (Lucas 2:52). Não cabe ao homem saber os tempos e as épocas que Deus determinou sob sua jurisdição (Atos 1:7).

João 17:1 — Acompanhado desse texto, normalmente vem a seguinte observação dos antitrinitários: Visto que Jesus orou a Deus, pedindo que fosse feita a vontade de Deus, não a sua (Lucas 22:42), os dois não poderiam ser a mesma pessoa; e se Jesus fosse o Deus Todo-Poderoso, ele não oraria a si mesmo.

Para inicio de conversa, esse argumento revela certa ignorância do que seja a doutrina da Trindade, pois não acreditamos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam a mesma pessoa, mas, sim, o mesmo Deus, ou seja, possuem a mesma natureza. O termo “Deus” pode ser aplicado individualmente a cada uma das Pessoas da Trindade (1ª Coríntios 8:5; 1ª João 5:20; Atos 5:3, 4), como pode ser usado como coletivo para abarcar as Três Pessoas Divinas, como em Gênesis 1:1. Assim, não sendo a mesma “pessoa” fica claro que não há nenhum impedimento para que o Filho dialogasse com o Pai. Na Encarnação Jesus participou das experiências humanas, menos o pecado (2ª Pedro 2:22); Jesus, como todo e qualquer humano, tinha necessidade espirituais. Ele precisa ter contato com o Pai (Mateus 4:4; João 4:34). Portanto, Jesus dialogou com o Pai, sem deixar de participar da mesma natureza divina, pois ele mesmo disse: “Eu o Pai somos um” (João 10:30). A objeção comum à frase “Eu e o Pai somos um” é a de que isso não significa que Jesus tenha a mesma natureza que o Pai, que ambos sejam de fato um, mas que Jesus apenas frisava sua unidade de propósito e pensamento com o Pai. A base bíblica apresentada é a de João 17:11, 21, 22, onde Jesus em oração pede que todos os seus discípulos sejam um, assim como ele e o Pai são um. Argumentam que isso não significa que os discípulos serão a mesma pessoa ou que possuirão a natureza divina. Mais uma fez enfatizamos que a idéia de serem os dois, Pai e Filho, a mesma pessoa, jamais estará em questão. Quanto à idéia de unidade de propósito e pensamento, dizemos que esta está presente em ambas as passagens. Todavia, segundo o contexto de João 10:30, há muito mais incluído do que simplesmente “unidade de propósito e pensamento”. Acompanhe os seguintes raciocínios…

1º — Nesse capítulo, Jesus fala diversas vezes de suas ovelhas. No versículo 28 ele diz que dá a essas ovelhas a “vida eterna” e que elas jamais seriam destruídas (ou pereceriam). Pergunta-se: Poderia uma criatura, por mais importante que fosse , conceder a outras criaturas a vida eterna e a indestrutibilidade? Não é somente Deus, o Eterno, a fonte da vida? (Salmo 36:9; Atos 17:27, 28). Contudo, Jesus disse de si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25). Disse mais: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Seria pedantismo demais para um arcanjo, uma criatura, mesmo que fosse “o segundo maior personagem do universo”, afirmar tudo isso; porém, não o seria para aquele que, junto com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Portanto, pelos versículos precedentes a João 10:30, fica claro que, se o Pai e o Filho são fontes da vida, então Jesus foi além da “unidade de propósito e pensamento” ao dizer “Eu e o Pai somos um”. Vale a pena lembrar que, por mais que nos esforcemos, jamais conseguiremos ser a ressurreição, a verdade e a vida. Assim, devemos nos contentar com nossa “unidade de propósito e pensamento” para com Deus. Já Jesus Cristo, além do que temos (e num grau mais elevado e incomparável), também possui “toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9).

2º — Diante da frase “Eu e o Pai somos um”, a reação dos judeus foi imediata: acusaram a Jesus de blasfêmia, pois, sendo homem, fazia-se Deus a si mesmo (João 10:33). Eles entenderam exatamente o que Jesus queria dizer com aquele “um”. Não faria sentido acusá-lo de blasfêmia pelo simples fato de expressar com a palavra “um” uma “unidade de propósito e pensamento”. Na Tradução do Novo Mundo, João 10:33 é vertido assim: “Nós te apedrejamos, não por uma obra excelente, mas por blasfêmia, sim, porque tu, embora sejas um homem, te fazes um deus”. A frase mal traduzida “te fazes um deus” tenta suavizar a força das palavras de Jesus, que evidentemente igualou-se ao Pai. Ademais, a acusação de blasfêmia só faria sentido para os judeus se Jesus se fizesse igual a Deus, o Pai, e não a “um deus”, termo mais do que genérico nessa péssima tradução. É importante ressaltar que numa outra ocasião Jesus falou aos judeus dizendo: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando” (João 5:17 – TNM). Diante disso, alguns dos judeus queriam matá-lo, e uma das razões apresentadas foi a de que ele chamava Deus de Pai, “fazendo-se igual a Deus” (João 5:18 – TNM). Percebe-se, portanto, que em ambas as passagens (João 10:29-33 e 5:17, 18) as declarações de Jesus sempre são entendidas como afirmações de igualdade com o Pai, ou seja, ele afirma fazer aquilo do qual somente o Ser Supremo é capaz (compare com Marcos 2:5-11). Assim, se Jesus não fosse tudo aquilo que afirmou ser, direta ou indiretamente, não passaria de um impostor, mentiroso e megalomaníaco.

Espírito Santo

Muitos negam a personalidade e divindade do Espírito Santo, como as seitas espíritas e as Testemunhas de Jeová. Para estas o Espírito Santo é uma “força ativa”; para aqueles trata-se de uma “falange de espíritos”. Em ambos os casos, o Espírito Santo é algo, não alguém.

A personalidade e divindade do Espírito Santo

a) É Deus, como o Pai e o Filho (Atos 5:3:4). Compare com Atos 16:31, 34.

b) É um ser pessoal, pois o Espírito Santo…
Guia, fala, declara, ouve (João 16:13).

·Ama (Romanos 15:30).

·Clama (Gálatas 4:6).

·Toma decisões, administra (1ª Coríntios 12:11).

·Sabe e atinge as profundezas de Deus (1ª Coríntios 2:10, 11; compare com Mateus 11:27 e Lucas 10:22).

·Pode ser contristado (Efésios 4:30). Comparar com Isaías 63:10.

·Implora e intercede (Romanos 8:26, 27; comparar com v. 34).

·Ensina (Lucas 12:12; comparar com 21:14, 15; veja João 14:26).

·Fala (Atos 10:19). Ver também 13:2; 10:19, 20; 21:11; Mateus 10:18-20).

·É resistido (Atos 7:51 comparado com Isaías 63:10; Salmo 78:17-19).

·Proíbe, põe obstáculo (Atos 16:6 e 7; comparar com o v. 7 com Romanos 8:9 e Filipenses 1:19).

·Ordena, dirige e dá testemunho (Atos 8:29, 39 e 20:23).

·Designa, comissiona (Atos 20:28). Ver também 1ª Coríntios 12:7-11, comparando com 12:28 e Ef. 4:10, 11.

·É mencionado entre outras pessoas (Atos 15:28).

c) 1ª Coríntios 6:19 – “Ao lado do templo do verdadeiro Deus na antiga Jerusalém, as Escrituras mencionam muitos outros templo — por exemplo: o templo de Dagom (1ª Samuel 5:2), o templo de Júpiter (Atos 14:13), o templo de Diana (Atos 19:35), e assim por diante. Cada um era o templo de alguém, ou do Deus verdadeiro ou de um deus falso. Mas a Bíblia também mostra que o corpo físico de cada cristão individualmente se torna um templo. Templo de quem? Um ‘templo do Espírito Santo’(1ª Coríntios 6:19)”. — Argumento extraído de As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo, de David Reed, Juerp, pp. 89, 90.

Textos e termos mal aplicados ao Espírito Santo

Mateus 3:11 – João Batista disse que Jesus batizaria com o Espírito Santo, assim como ele batizava em água; portanto, assim como a água não é pessoa, tampouco seria o Espírito Santo. 

Refutação: É possível ser batizado numa Pessoa, sem que ela perca sua identidade pessoal, por exemplo:
Romanos 6:3 (batizados em Cristo/batizados em sua morte), Gálatas 3:27 (batizados em e revestidos de Cristo) e 1ª Coríntios 10:2 (batizados em Moisés).

b) 2ª Coríntios 6:6 – O Espírito Santo é incluído entre várias outras qualidades, o que indicaria que não se trata duma pessoa (Efésios 5:18; Atos 6:3; 11:24 e 13:52)

Refutação: Em Gálatas 3:27 e Colossenses 3:12 insta-se às pessoas a ficarem revestidas de Cristo, assim como a se revestirem de qualidades como humildade, compaixão etc., sem que isso faça de Cristo uma “força ativa”.

c) Atos 2:4 – Os 120 discípulos ficaram cheios duma “força ativa” não duma pessoa.

Refutação:

Efésios 1:23 diz que Deus “preenche todas as coisas”, o que concorda com Atos 2:4.

Romanos 8:11 diz o Espírito Santo mora ou reside em nós, assim como Efésios 3:17 diz que Cristo reside em nossos corações, da mesma forma que João 14:23 também fala da habitação em nós tanto do Pai, quanto do Filho. Nada disso faz com que o Pai e o Filho deixem de ser pessoas.

d) Atos 13:12 – O fato de a Bíblia dizer que o Espírito Santo fala, isso não prova sua personalidade, pois outros textos mostram que isso era feito através de seres humanos ou de anjos.

Refutação: Atos 3:21 mostra que Deus não falou diretamente, mas por meio da boca dos seus profetas, assim como se diz do Espírito Santo (Atos 28:25).

Comparar Mateus 10:19, 20 com Lucas 21:14, 15 e Jeremias 1:7-9.

e) Lucas 7:45, Romanos 5:14, 21, Gênesis 4:7 – Estes textos mostram que coisas abstratas, como a sabedoria, o pecado e a morte são personificados; o mesmo se dá com o Espírito Santo.

Refutação: A Bíblia personifica a sabedoria, o pecado e a morte porque não são pessoas. No caso do Espírito Santo, Ele não é personificado, pois já é uma pessoa. É apenas simbolizado, assim como Jesus e Jeová:

Espírito Santo: Pomba (Lucas 3:22); línguas de fogo (Atos 2:3)
Jesus Cristo: Leão (Apocalipse 5:5); cordeiro (João 1:29); Porta (João 10:9); Videira (João 15:1)
Jeová: Fogo (Deuteronômio 4:24); sol (Salmo 84:11)

f) Atos 7: 55, 56 – Estevão só viu o Pai e o Filho, não diz ter visto o Espírito Santo.

Refutação: Estevão não podia ter visto o Espírito Santo pelo fato deste estar na terra cumprindo a sua missão, uma vez que fora enviado pelo Filho, que por sua vez fora enviado pelo Pai. Jesus disse que a menos que Ele próprio fosse embora, o Espírito Santo não viria. Assim sendo, quando Jesus voltou ao céu, enviou o Espírito, razão pela qual Estevão não poderia tê-lo visto. (Ver João 16:7, 8).

Pr. Luiz Antonio Ferraz
Ministério CACP / Sola Scriptura