Jesus, a nossa Páscoa.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Textos: Êxodo 12 / Marcos 14

A Páscoa no Antigo Testamento 

O capítulo 12 do livro de Êxodo nos mostra que a páscoa é celebrada após a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito.

Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia?’,
respondam-lhes: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios". Então o povo curvou-se em adoração.
(Êxodo 12:26,27)

A Páscoa no Novo Testamento

É a Festa dos Pães Asmos (sem fermento) . No capítulo 14 do livro de Marcos é narrada a preparação para a festa, e é também onde Jesus afirma ser a nossa páscoa.

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos discípulos, dizendo:
"Tomem; isto é o meu corpo".
Em seguida tomou o cálice, deu graças, ofereceu-o aos discípulos, e todos beberam.
E lhes disse: "Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos".
(Marcos 14:22-24)

Conclusão

Entendemos que no Antigo Testamento a páscoa era comemorada representando a libertação do povo Israelita. Já no Novo Testamento, é comemorada pela morte e ressurreição de Cristo. O Cordeiro sacrificado em Êxodo 12, representava o sacrifício que Jesus faria mais tarde, pois ele é ‘O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’ (João 1:29).

A Páscoa é mais do que uma simples comemoração, ela serve para nos lembrar o sacrifício e ressurreição de Cristo. Antes que viéssemos ao mundo, Ele nos conheceu e nos libertou da escravidão do pecado através do seu sangue, ‘Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (I Co 5:7).

Para os judeus, a Páscoa representa a libertação da escravidão do Egito por meio do poder de Deus em Moisés, e para nós, cristãos, a Páscoa representa a libertação da escravidão do pecado, por meio do poder de Deus em Cristo Jesus, Nosso Senhor.

Marcela Cardoso
Creio No Amanhã

O "Ministério de Louvor" nas igrejas

terça-feira, 15 de março de 2016

Nas igrejas evangélicas atuais vemos um crescimento dos "ministérios" de louvor, e não só denominacionais e congregacionais, mas interdenominacionais também. Mas um grupo de louvor pode ser chamado de ministério? Primeiro, vamos entender o que significa a palavra ministério.

O que é um ministério na Bíblia?

Biblicamente, o uso da palavra ministério tem dois significados:

1. O Dom do Ministério: Um dos Dons Vocacionais, conforme vemos nesse estudo que fiz sobre os Dons do Espírito Santo: Os Dons do Espírito Santo. É a disposição, capacidade e poder dados por Deus, para alguém servir a outras pessoas e prestar assistência prática a outros membros e aos líderes da igreja, a fim de ajudá-los a cumprir suas responsabilidades para com Deus (At 6: 2, 3).

2. Os Dons Ministeriais: A palavra ministério também se refere a cada um dos cinco Dons Ministeriais, chamados de "Os Cinco Ministérios": Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres (Ef 4:11). Veja o estudo sobre os dons para entender cada um desses cinco dons.

Então, biblicamente falando, não existe nenhuma referência ao ministério de louvor ou música. Todos os ministérios eram relativos ao serviço e a propagação do Evangelho através da Palavra.

O que significa a palavra "ministério"?

De acordo com o dicionário Michaelis, alguns dos significados dessa palavra são: 

"5 Cargo, função. 6 O exercício de um cargo, de uma função." 


Então, ainda que biblicamente o uso da expressão "ministério de louvor" seja inadequado, não chega a ser nenhuma heresia fazer esse uso, pois nas igrejas atuais o ministério de louvor é um departamento, e o líder desse departamento é ocupante do cargo, ou função, de ministro de louvor.

A função do Ministério de Louvor:

Como vimos, ele não faz parte do dom de ministério e nem é um dos cinco Dons Ministeriais, sendo assim, ele não pode ser equiparado ao demais ministérios bíblicos, sendo apenas um departamento eclesiástico responsável pela parte musical da igreja. Ele deve ser um departamento secundário, ou de apoio aos demais ministérios, e nunca deve ocupar o lugar da Palavra, pois todos os ministérios bíblicos existem em função da Palavra.

Sua função, dentro da igreja, é conduzir o louvor a Deus, incentivando a igreja a louvar ao Senhor, produzindo um ambiente de adoração a Deus e preparando os fieis para receberem a Palavra de Deus. Para essa tarefa ser bem sucedida, os "ministros" de louvor devem estar dispostos a serem guiados pelo Espírito Santo, caso contrário serão meros animadores de auditório, levando o povo a ter experiências puramente emocionais e não espirituais.

O que não é um "ministério de louvor":

1. Não é um ministério bíblico, mas apenas um departamento eclesiástico.
2. Não é uma banda gospel, mas sim membros da igreja responsáveis por conduzir o momento do louvor. 
3. Seus ocupantes não são funcionários da igreja mas sim membros. Só é correto receber salário ou ajuda de custo caso haja dedicação exclusiva. Nesse caso, os integrantes dedicam todo o seu tempo para esse fim. Quem tem emprego secular ou não está sempre dedicando seu tempo para a igreja, não pode receber dinheiro para tocar ou cantar. 
4. Não é participante do "palco". O ministério de louvor está no mesmo patamar dos demais membros da igreja, a única diferença é a responsabilidade de guiar a igreja durante o louvor. O "palco" é de Deus. Tudo o que é feito, tem que ser direcionado a Deus, embora hoje vemos solos de instrumentos que duram muito tempo, e o próprio som dos instrumentos que abafam a voz dos cantores e ministros, impedindo a igreja de entender a letra e adorar ao Senhor junto. Não se deve fazer desse ministério um show de demonstrações de quem toca mais ou quem canta mais. 
5. Não é fruto do talento individual, mas da misericórdia de Deus sobre todos. Ainda que Deus use nossos talentos, se não fossem as misericórdias do Senhor, seríamos consumidos (Lm 3:22). Talento sem o mover do Espírito faz um louvor tecnicamente bom, mas espiritualmente vazio, e a igreja é lugar de adoração a Deus e não uma casa de shows.

Conclusão

Embora eu ache inadequado, não sou radical a ponto de ser contrário ao uso do termo "ministério de louvor" na igreja, pois entendo que o sentido atual permite esse uso. O que devemos nos preocupar não é a nomenclatura mas sim o propósito dos atuais ministérios, que devem exaltar e destacar unicamente a soberania de Deus e não o ser humano. 

Diego Rodrigo Souza
Creio No Amanhã